Senado americano adia votação de plano de resgate para setor automotivo
da Folha Online
O líder da maioria democrata no Senado americano, Harry Reid, decidiu adiar a votação de um plano de resgate de US$ 25 bilhões para as "Três Grandes" da indústria automotiva americana --General Motors (GM), Ford e Chrysler.
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O adiamento ocorreu porque os democratas não têm os votos suficientes para garantir a aprovação do plano e, em função disto, Reid disse que prefere estudar outras opções para ajudar as montadoras. "Se não podemos ajudar através de uma legislação, espero que o secretário do Tesouro, Henry Paulson, escute muito bem e entenda que eles são os que podem pegar isto em suas mãos e fazer o apropriado", disse.
Os democratas estão pressionando para um novo plano de empréstimos de até US$ 25 bilhões, cujo valor viria do plano de resgate financeiro de Wall Street de US$ 700 bilhões que o Congresso aprovou em outubro.
A Casa Branca e seus aliados republicanos no Congresso rejeitam a idéia de que a ajuda saia dos US$ 700 bilhões.
A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse que se o Congresso encerrar sua sessão legislativa pós-eleitoral "sem resolver este assunto tão importante, terá de assumir a responsabilidade pelo que acontecer nos próximos dois meses durante suas férias".
A incerteza sobre a aprovação de um novo montante às fabricantes derrubou as ações da GM e da Ford nesta quarta-feira na Bolsa de Valores dos EUA. As ações da GM recuam 15,65%, para US$ 2,61 --o valor mais baixo em 66 anos. Já os papéis da Ford perdem 23,21%, para US$ 1,29, o menor preço em 26 anos.
Os principais executivos das montadoras passaram o segundo dia seguido no Congresso tentando convencer os parlamentares de que o pacote de ajuda é vital para que o setor automobilístico sobreviva à atual crise econômica do país.
O pacote suscita críticas, especialmente dos republicanos. Eles questionam se as montadoras estão saudáveis o suficiente para que não quebrem mesmo com a ajuda --o que deixaria o contribuinte americano sem os recursos enviados para as empresas do setor.
Com Efe
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