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Dinheiro
20/11/2008 - 10h44

Bolsas européias amargam perdas com piora da economia dos EUA

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da Folha Online

A perspectiva de recessão global, combinada com uma deflação dos preços, afeta os preços das commodities (matérias-primas) e derruba as principais Bolsas de Valores asiáticas nesta quinta-feira. Ontem, o Federal Reserve (banco central americano) divulgou suas piores previsões para a economia dos EUA em uma década. O pessimismo do investidor se reflete diretamente nas cotações do petróleo, que caem para US$ 52 o barril em Nova York (Nymex).

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A Bolsa de Londres cede 1,08%, ficando com 3.962,13 pontos; a Bolsa de Paris cai 2,67% no índice CAC 40, aos 3.005,28 pontos; a Bolsa de Frankfurt recua 2,05% no índice DAX, para 4.264,70 pontos; a Bolsa de Milão retrai 1,62% no índice MIBTel, aos 20.042 pontos; já a Bolsa de Madri sofre perdas de 2,62%, aos 7.995,9 pontos.

Na Ásia, os mercados fecharam em baixa também as más notícias sobre a economia americana e a dificuldade das montadoras do país em conseguir um pacote de ajuda financeira do governo federal. A Bolsa de Tóquio desabou 6,89%, enquanto a Bolsa de Hong Kong perdeu 4,04%.

"Os preços das commodities e do petróleo foram realmente afetados, e as [ações de] mineradoras estão pesando bastante, o que puxa o índice para baixo. Mas nós vemos alguma melhora nas vendas de varejo", comentou o analista James Hughes, da CMC Markets, para a agência "Reuters", referindo-se à Bolsa londrina.

Na quarta-feira, O Fed americano informou que a atividade econômica nos Estados Unidos continuará em recessão por até um ano, conforme consta nas atas da última reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês).

O crescimento do PIB americano deverá ficar entre -0,2% e 1,1% em 2009, segundo as novas previsões publicadas hoje. Em suas últimas previsões, que remontavam ao mês de julho, o Fed apostava em um crescimento de 2% a 2,8%.

Também ontem, o Departamento do Trabalho dos EUA revelou o CPI (índice de preços ao consumidor) registrou a pior deflação em 61 anos, num claro sinal da falta de demanda pelos consumidores, isto é, de desaquecimento econômico.

 

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