Petróleo cai abaixo de US$ 50 em Londres com crise global
da Folha Online
O temor de uma recessão global, com uma conseqüente redução na demanda, levou a cotação do barril de petróleo para abaixo de US$ 50 no mercado de Londres nesta quinta-feira, pela primeira vez desde maio de 2005. Em Nova York, os preços da commodity seguem pelo mesmo caminho e caem quase 6%, para US$ 50.
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O barril do tipo Brent, referência do mercado europeu, chegou a US$ 48,54 no contrato com vencimento em janeiro, no ICE (Internacional Exchange Futures) em Londres. O preço foi a cotação mínima atingida hoje e minutos depois, voltou ao patamar de US$ 49,28 nesta quinta-feira.
Já os contratos para entrega em dezembro caem para US$ 50,70, em queda de 5,44% em relação ao fechamento anterior na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês).
O desaquecimento econômico já provocou uma retração na demanda, o que levou as companhias petrolíferas a estocarem milhões de barris à espera de uma recuperação da economia mundial.
Alemanha e Japão, entre outras grandes economias do planeta, já reconheceram que caíram em recessão. E nesta semana, vários indicadores reforçaram a percepção de que a maior economia deve seguir o mesmo caminho: a deflação nos preços ao consumidor nos EUA foi a pior em 61 anos.
Os preços internacionais das commodities têm refletido diretamente o noticiário da recessão. A cotação do petróleo desabou do patamar histórico de US$ 147 em julho, parcialmente devido ao fato de que grandes investidores globais --como fundos de "hedge"-- optaram por fugir de ativos de maior risco, com o aprofundamento da crise financeira.
"A fraqueza do mercado acionário reflete a atual fraqueza da economia, e olhando para frente, eu penso que a tendência geral do petróleo também é de baixa", comentou o chefe do departamento de pesquisadas da corretora Sucden, Michael Davis. "É um pouco como a coisa do ovo ou da galinha. Tudo está se movimentando junto. É difícil dizer o que está liderando", acrescenta.
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