Dinheiro
20/11/2008 - 12h50

Pedidos de seguro-desemprego nos EUA chegam ao nível mais alto em 16 anos

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da Efe, em Washington

O número de pedidos de seguro-desemprego aumentou em 27 mil nos Estados Unidos na semana passada e chegou a 542 mil, o nível mais alto desde julho de 1992, informou hoje o Departamento de Trabalho americano.

A média de solicitações em quatro semanas, um indicador menos volátil, subiu em 15,750 mil e chegou a 506,5 mil semanais, o nível mais alto desde janeiro de 1983.

Na primeira semana do mês, o número de pessoas que continuavam recebendo o subsídio, pago pelos governos dos Estados, aumentou em 109 mil e chegou a 4,01 milhões, segundo o relatório.

A média em quatro semanas das pessoas que permaneciam no seguro-desemprego subiu em 71,25 mil e alcançou 3,86 milhões.

Enquanto os novos pedidos indicam o ritmo de perda de empregos, a permanência no seguro-desemprego mostra o grau de dificuldade em encontrar um trabalho novo.

Desemprego

No início do mês, o Departamento do Trabalho divulgou que os Estados Unidos eliminaram 240 mil postos de trabalho no mês de outubro, marcando o décimo mês consecutivo de fechamento de vagas no país. O dado reflete a contração de 0,3% no PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre deste ano e sinaliza que, no quarto trimestre, a economia do país deve manter o ritmo de declínio.

A taxa de desemprego, por sua vez, subiu para 6,5% no mês passado (a mais alta do governo Bush), contra 6,1% em setembro. Trata-se da pior taxa desde fevereiro de 1994, quando ficou em 6,6% --em março daquele ano, a taxa também ficou em 6,5%.

A queda no mês passado se segue a outras quedas, de 127 mil postos de trabalho em agosto e 284 mil em setembro (números revisados). O dado de setembro ficou muito pior que o da divulgação original, que mostrava uma queda de 159 mil empregos.

De janeiro a outubro deste ano, segundo o departamento, houve corte de 1,2 milhão de empregos no país; mais da metade dessa perda foi registrada nos últimos três meses.

Crise

Ontem, o Departamento do Trabalho informou que os preços ao consumidor no país tiveram a maior queda desde 1947: o CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) registrou deflação de 1%. Em setembro, o índice havia ficado estável.

O núcleo do índice (que exclui do cálculo geral os preços de energia e alimentos) teve variação negativa de 0,1% --primeira deflação no núcleo desde 1982. Nesta semana, o PPI (índice de preços no atacado) reforçou as expectativas de que os EUA caiam em recessão ao registrar uma variação negativa de 2,8% em outubro, a pior deflação num mês desde 1947.

O Departamento de Comércio, por sua vez, informou que a atividade de construção de imóveis residenciais bateu recorde de baixa no mês de outubro, com um recuo de 4,5%.

Com indicadores assim, o cenário de que uma recessão esteja a caminho dos EUA vai se consolidando cada vez mais.

 

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