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Dinheiro
20/11/2008 - 18h23

Governo evitou leilão para manter caráter público da Nossa Caixa, diz BB

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EPAMINONDAS NETO
Da Folha Online

O presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, confirmou nesta quinta-feira que manter o caráter estatal da Nossa Caixa foi o motivo principal para que o governo paulista não realizasse um leilão para vender o banco estadual.

Reprodução
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"Houve uma decisão do sócio majoritário de não fazer o leilão. E por que decidiu não fazer o leilão? Pela preservação do interesse público, para manter uma estrutura de banco público no Estado de São Paulo, haja vista a preservação de postos de atendimento, as questões do fomento [de crédito], as questões dos programas sociais", afirmou ele.

Para adquirir cerca de 70% do capital social da Nossa Caixa, o BB terá que pagar R$ 5,386 bilhões, em 18 parcelas, ao governo paulista. Antes do anúncio, circularam no mercado estimativas em torno de R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões para conclusão do negócio.

Lima Neto procurou rebater as críticas de que a conclusão do negócio sem a execução do leilão foi benéfica para o Banco do Brasil em prejuízo do governo paulista. "A avaliação foi consensuada, com auditorias feitas pelos dois lados", afirmou.

Jamil Bittar/Reuters
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"O importante é ressaltar que a avaliação [do preço pago] foi feita do ponto de vista econômico-financeiro. Quer dizer, foi feita a expectativa de resultados e distribuição de dividendos do banco Nossa Caixa e descontado para valor presente", disse o presidente do BB.

"É uma operação extremamente justa, não só do ponto de vista de manutenção do interesse público, que atende a crença e a premissa anterior a qualquer coisa", acrescentou.

Crédito fiscal

O vice-presidente do BB, Adésio Lima, afirmou que o ágio pago pelo BB na transação deve gerar um crédito tributário da ordem de R$ 1,8 bilhão, a ser amortizado no prazo de cinco anos.

Comentários dos leitores
Olicio Adao Filho (7) 01/12/2009 13h59
Olicio Adao Filho (7) 01/12/2009 13h59
Eu concordo com o problema dos concursados, funcionários públicos, mas será que não existe gestores competentes para acabar com isto? Se for assim me levar a crer que quando as pessoas estão na iniciativa privada agem de uma forma e quando convidados para uma empresa pública não os mesmos. Agora quanto à venda do banco nossa caixa eu não vejo motivos para a sua venda. Está mexendo com milhares de vida. O que podia ser feito era uma boa administração para melhorar a qualidade técnológia e o atendimento. Onde as pessoas são cobradas eles acabam rendendo mais, onde não há cobrança as pessoas acabam se encostando mesmo. O que eu quero dizer é que era uma postura administrativa e por fim acharam melhor vender do que resolver. Resolver não traz dinheiro para as obras de final de mandato. A vida das pessoas pouco importa. sem opinião
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Camilo Perez Garcia (6) 18/11/2009 22h52
Camilo Perez Garcia (6) 18/11/2009 22h52
Será que não é possível "Privatizar" os políticos??
O segredo é o seguinte : valer eles não valem nada, então ai existe uma chance enorme do BRASIL enriquecer, é ´só vendê-los pelo preço que eles dizem que valer, devemos pensar a esse respeito. Ai haverá chance de ganhar uma boa grana e poderemos saber onde será aplicada, investida,
1 opinião
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Eduardo Giorgini (433) 18/11/2009 22h12
Eduardo Giorgini (433) 18/11/2009 22h12
É um mal pensar que por causa de um indivíduo ser concursado, ele é extremanente útil e diferenciado à outros cargos.
Cargo público em excesso e estabilidade contribui para o marasmo que o país é.
Infelizmente essa mentalidade do funcionario publico esta chegando às universidades federais. Agora tudo é cargo para ficar no sossego e estabilidade, não querem e nao gostam de dar aulas. Inicio do sulcateamento do que antes era razoável.
Brasil é um país muito louco e sem foco.
[]s
Eduardo.
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