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Dinheiro
20/11/2008 - 18h42

Crise financeira não afetou negociação, diz presidente do BB

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

O presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco Lima Neto, afirmou que a crise financeira global não apressou a aquisição do banco estadual Nossa Caixa, pelo qual o banco federal deve pagar R$ 5,38 bilhões.

"A crise financeira nem atrasou nem acelerou a transação. Até pela complexidade do negócio, a discussão começou em maio e teve muita serenidade. A crise econômica não trouxe nenhuma urgência, até porque os dois bancos não tinham e não têm qualquer problema dentro do contexto da crise, no que diz respeito principalmente à liquidez [dinheiro]", afirmou ele.

Rogerio Cassimiro/Folha Imagem
Até 30 agências devem ser fechadas com compra da Nossa Caixa, diz Banco do Brasil
Até 30 agências devem ser fechadas com compra da Nossa Caixa, diz Banco do Brasil

O Banco do Brasil negocia ainda a compra do BRB (Banco Regional de Brasília) e de metade do banco Votorantim, de propriedade da família Ermírio de Moraes. Lima Neto, no entanto, evitou comentar sobre prazos para novas aquisições do BB.

Sinergias

Os executivos do BB estimam que possa haver um ganho de sinergias de R$ 2 bilhões, podendo chegar a R$ 4 bilhões, num prazo de cinco anos, com a fusão das estruturas da Nossa Caixa.

Segundo Lima Neto, o número foi estimado considerando um melhor aproveitamento da base de clientes da Nossa Caixa. "A média de produtos por cliente do Banco do Brasil é muito melhor que a média de produtos por cliente da Nossa Caixa. Também temos que considerar que, se trouxermos a taxa de inadimplência da carteira de crédito da Nossa Caixa para os níveis do Banco do Brasil, já vai haver um ganho expressivo", afirmou.

Agências

O Banco do Brasil, que até agora era o quarto no ranking em número de agências em São Paulo, passará à liderança após a compra da Nossa Caixa.

Em São Paulo, o Banco do Brasil tem 772 agências, que agora serão somadas às 552 que a Nossa Caixa tem no Estado --ela tem outras sete fora de São Paulo.

Em segundo no ranking ficará a fusão Itaú-Unibanco, com 1.240 agências em São Paulo, e, em terceiro, Santander e ABN Real (cuja fusão ocorreu em 2007), com 1.224, e, em quarto, o Bradesco, com 1.168.

O vice-presidente do Banco do Brasil, Aldo Mendes, disse nesta quinta-feira que no máximo 30 agências deverão ser fechadas devido à sobreposição gerada pela aquisição da Nossa Caixa, em São Paulo.

Arte/Folha Online
Comentários dos leitores
Olicio Adao Filho (7) 01/12/2009 13h59
Olicio Adao Filho (7) 01/12/2009 13h59
Eu concordo com o problema dos concursados, funcionários públicos, mas será que não existe gestores competentes para acabar com isto? Se for assim me levar a crer que quando as pessoas estão na iniciativa privada agem de uma forma e quando convidados para uma empresa pública não os mesmos. Agora quanto à venda do banco nossa caixa eu não vejo motivos para a sua venda. Está mexendo com milhares de vida. O que podia ser feito era uma boa administração para melhorar a qualidade técnológia e o atendimento. Onde as pessoas são cobradas eles acabam rendendo mais, onde não há cobrança as pessoas acabam se encostando mesmo. O que eu quero dizer é que era uma postura administrativa e por fim acharam melhor vender do que resolver. Resolver não traz dinheiro para as obras de final de mandato. A vida das pessoas pouco importa. sem opinião
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Camilo Perez Garcia (6) 18/11/2009 22h52
Camilo Perez Garcia (6) 18/11/2009 22h52
Será que não é possível "Privatizar" os políticos??
O segredo é o seguinte : valer eles não valem nada, então ai existe uma chance enorme do BRASIL enriquecer, é ´só vendê-los pelo preço que eles dizem que valer, devemos pensar a esse respeito. Ai haverá chance de ganhar uma boa grana e poderemos saber onde será aplicada, investida,
1 opinião
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Eduardo Giorgini (433) 18/11/2009 22h12
Eduardo Giorgini (433) 18/11/2009 22h12
É um mal pensar que por causa de um indivíduo ser concursado, ele é extremanente útil e diferenciado à outros cargos.
Cargo público em excesso e estabilidade contribui para o marasmo que o país é.
Infelizmente essa mentalidade do funcionario publico esta chegando às universidades federais. Agora tudo é cargo para ficar no sossego e estabilidade, não querem e nao gostam de dar aulas. Inicio do sulcateamento do que antes era razoável.
Brasil é um país muito louco e sem foco.
[]s
Eduardo.
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