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Dinheiro
20/11/2008 - 19h18

BB não vai buscar liderança "de qualquer forma", diz Lima Neto

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

O presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, afirmou nesta quinta-feira que não é interesse do banco disputar a liderança no ranking dos maiores bancos brasileiros "de qualquer forma". Mesmo com a compra da Nossa Caixa, anunciada hoje, o BB fica atrás do Itaú e Unibanco, após a fusão ocorrida no início deste mês.

A fusão dos bancos Itaú e Unibanco destronou o BB da posição de maior banco comercial do país, considerando o total de ativos financeiros. Na última terça-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou que o governo federal quer que a instituição federal volte a ocupar a liderança.

"O Banco do Brasil era o principal banco do Brasil e com a fusão do Itaú e do Unibanco passou a ser o segundo. Nós queremos que o Banco do Brasil seja muito maior do que qualquer outro banco no Brasil', disse Lula, na terça-feira.

"O presidente da República já afirmou que não se deve buscar a liderança de qualquer forma, o que é uma declaração extremamente ponderada e correta. O Banco do Brasil tem um instrumental agora para buscar aquisições e oportunidades. E nós não vamos comprar o que vir pela frente", disse ele, numa referência à medida provisória que autoriza os bancos públicos brasileiros a adquirirem participações em instituições financeiras sem passar por licitação.

O BB negocia ainda a compra do BRB (Banco Regional de Brasília) e de metade do banco Votorantim, de propriedade da família Ermírio de Moraes. Caso concretize esses negócios, poderá voltar a ser a maior instituição financeira do país.

"Não se consegue pensar que, com esse nome, Banco do Brasil, que o banco não esteja na liderança. E nós estamos no bloco de liderança. Mesmo com a operação dos dois outros concorrentes, nós mantemos a liderança em crédito. Isso é importante: o Banco do Brasil é o maior provedor e continua a ser o maior provedor de crédito do país", acrescentou Lima Neto.

O Banco do Brasil e a Nossa Caixa somam ativos de R$ 512,4 bilhões --R$ 459 bilhões do BB e R$ 53,4 bilhões da Nossa Caixa. Com a fusão entre Itaú e Unibanco, o total de ativos combinado é de de R$ 575 bilhões.

Arte/Folha Online
Comentários dos leitores
Olicio Adao Filho (7) 01/12/2009 13h59
Olicio Adao Filho (7) 01/12/2009 13h59
Eu concordo com o problema dos concursados, funcionários públicos, mas será que não existe gestores competentes para acabar com isto? Se for assim me levar a crer que quando as pessoas estão na iniciativa privada agem de uma forma e quando convidados para uma empresa pública não os mesmos. Agora quanto à venda do banco nossa caixa eu não vejo motivos para a sua venda. Está mexendo com milhares de vida. O que podia ser feito era uma boa administração para melhorar a qualidade técnológia e o atendimento. Onde as pessoas são cobradas eles acabam rendendo mais, onde não há cobrança as pessoas acabam se encostando mesmo. O que eu quero dizer é que era uma postura administrativa e por fim acharam melhor vender do que resolver. Resolver não traz dinheiro para as obras de final de mandato. A vida das pessoas pouco importa. sem opinião
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Camilo Perez Garcia (6) 18/11/2009 22h52
Camilo Perez Garcia (6) 18/11/2009 22h52
Será que não é possível "Privatizar" os políticos??
O segredo é o seguinte : valer eles não valem nada, então ai existe uma chance enorme do BRASIL enriquecer, é ´só vendê-los pelo preço que eles dizem que valer, devemos pensar a esse respeito. Ai haverá chance de ganhar uma boa grana e poderemos saber onde será aplicada, investida,
1 opinião
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Eduardo Giorgini (433) 18/11/2009 22h12
Eduardo Giorgini (433) 18/11/2009 22h12
É um mal pensar que por causa de um indivíduo ser concursado, ele é extremanente útil e diferenciado à outros cargos.
Cargo público em excesso e estabilidade contribui para o marasmo que o país é.
Infelizmente essa mentalidade do funcionario publico esta chegando às universidades federais. Agora tudo é cargo para ficar no sossego e estabilidade, não querem e nao gostam de dar aulas. Inicio do sulcateamento do que antes era razoável.
Brasil é um país muito louco e sem foco.
[]s
Eduardo.
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