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Dinheiro
21/11/2008 - 09h11

Bolsas na Europa e na Ásia sobem, apesar de queda histórica em Nova York

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da Folha Online

As Bolsas européias operam em alta nesta sexta-feira, com os ganhos nas ações dos setores bancário e de commodities. Os investidores europeus encontraram algum estímulo nas altas vistas hoje nas Bolsas da Ásia; além disso, procuram ações a preços baixos, depois das quedas vistas ontem em Nova York.

Às 8h53 (em Brasília), a Bolsa de Londres estava em alta de 0,79% no índice FTSE 100, indo para 3.905,72 pontos; a Bolsa de Paris subia 0,69% no índice CAC 40, indo para 3.001,04 pontos; a Bolsa de Frankfurt subia 0,57% no índice DAX, operando com 4.244,20 pontos; a Bolsa de Amsterdã tinha alta de 1,42% no índice AEX General, que estava com 231,05 pontos; a Bolsa de Zurique, na contramão, estava em baixa de 0,61%, com 5.273,61 pontos no índice Swiss Market; e a Bolsa de Milão tinha alta de 0,51% no índice MIBTel, que ia para 15.044 unidades.

Mais cedo, o índice FTSEurofirst 300 --que reúne as ações das principais empresas européias-- tinha alta de 1,8%, ido para 794,80 pontos. No ano, o índice já tem queda de mais de 47%, devido aos efeitos da crise financeira. Ontem, o indicador teve queda de 3,8%. Alguns analistas, no entanto, estimam que o pior momento para o índice pode já ter passado.

No setor bancário, as ações do Royal Bank of Scotland subiam 4,4%, as do UBS tinha alta de 2,7% e as do Credit Agricole subiam 2,6%. Além dessas, subiam as ações do Bank of Ireland (+13,9%), depois que um consórcio de investidores anunciou que pretende fazer uma oferta de US$ 3,13 bilhões a US$ 3,76 bilhões por uma participação na instituição. Os papéis do Barclays subiam 4,2%.

O setor bancário tem estado sob forte pressão nos últimos dias, depois que investidores passaram a questionar as condições de solvência do gigante americano Citigroup; as ações do Citi caíram mais de 26% ontem. O maior investidor individual do banco, Alwaleed bin Talal, disse que vai elevar sua participação na instituição para 5%, contra menos de 4% hoje.

Entre as mineradoras, as ações subiam com a elevação nos preços do ouro e da platina. Os destaques eram: Anglo American, Antofagasta, BHP Billiton, Eurasian Natural Resources, Kazakhmys, Lonmin, Rio Tinto, Vedanta Resources e Xstrata, com ganhos entre 5,5% e 9,8%.

As petrolíferas também tinham alta, apesar da queda do preço do petróleo para menos de US$ 50 por barril (em julho deste ano, o barril da commodity chegou a US$ 147,27 em Nova York). Os destaques eram: Total, BP, Royal Dutch Shell, Statoil e BG, com ganhos entre 1,1% e 6%.

Na Ásia e região, a Bolsa de Tóquio (Japão), o principal mercado da região, fechou em alta de 2,86%; na Austrália, o mercado subiu 1,63%; o indicador Kospi, da Bolsa de Seul (Coréia do Sul), avançou 5,80%.

A Bolsa de Nova York fechou ontem em seu nível mais baixo em cinco anos e meio, afetada pela degradação da economia norte-americana e pela ausência de uma resposta política à crise na indústria automobilística. O índice Dow Jones Industrial Average, da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês), recuou 5,56%, aos 7.552,29 pontos --no seu nível mais baixo desde março de 2003. Em um pregão volátil, o Dow Jones chegou a descer 6,1% e a subir 2,37%. O índice Nasdaq, de elevado componente tecnológico, perdeu 5,07%, aos 1.316,12 pontos. Já o S&P 500 caiu 6,71%, a 752,44 pontos --nível não registrado desde abril de 1997.

Os líderes do Senado e da Câmara dos Representantes (Deputados) americanos deram um prazo até 2 de dezembro para que as três maiores montadoras do país --General Motors, Ford e Chrysler-- elaborem um plano de viabilidade para a liberação de US$ 25 bilhões em empréstimos. As empresas afirmam que correm o risco de falir, o que poderia fazer com que milhões perdessem seus empregos no país.

Comentários dos leitores
José Antônio Tanure (23) 16/07/2009 16h02
José Antônio Tanure (23) 16/07/2009 16h02
Fragilidade dos bancos Britânicos!!!!! Humpft! Até que seria bom ver estes ingleses se darem mal uma vez na vida. Pura mentira. Dominam o mundo daquela ilhota deles. Comandam petróleo sem ter uma gota, diamantes, ouro, comodities de toda sorte e espécie, uma infinidade de riquezas. Só o que pilharam através dos séculos dá para segurar mais uns 1000 anos de "bancos Ingleses frageis". Conversa para boi dormir. sem opinião
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Talvez uma edição atualizada do romance "1984" (talvez até com novo título, "2030") mude a origem da "novilíngua" do inglês para o chinês. Esperava-se que o progresso econômico democratizasse a China, pela impossibilidade um um regime central controlar 2 bilhões de habitantes, divididos em uma infinidade de etnias às vezes adversárias entre si. Agora, seria o caso de imaginar que o regime está tentando outra solução: uma riqueza tão vertiginosa que coopte toda a população ao sistema vigente, inclusive conquistando outros países a suas concepções. Há um precedente da hipótese: Putin restaurou o czarismo na Rússia e sua popularidade é enorme, sendo ele o campeão absoluto de entradas nas imagens da internet russa e até ocidental. A crise econômica universal contribui para esta mudança, por favorecer personalismos governamentais nas tentativas de sua solução. Todos esperamos que Obama escreva a receita milagrosa. Deste modo, diante do fantasma do colapso universal, a economia torna-se soberana, submetendo tudo o mais, principalmente a educação. Em épocas de guerras, as escolas não funcionam! Alguém se atreve a desenhar como será o futuro? 7 opiniões
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Aldo Gouvea Bragança (1) 15/07/2009 10h37
Aldo Gouvea Bragança (1) 15/07/2009 10h37
O secretário americano deveria falar de crescimento sustentável dentro do seu território, muito facil pedir para outros povos utilizar recursos de forma racional. 2 opiniões
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