Dinheiro
21/11/2008 - 09h41

Cinco grandes bancos terão 86 em cada 100 agências

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da Folha de S.Paulo, em Brasília

Com a compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, os cinco maiores grupos empresariais do setor financeiro vão responder por 86% das 18,7 mil agências bancárias em funcionamento no Brasil. Isso significa que, a partir de agora, quase 9 em cada 10 agências serão mantidas por BB-Nossa Caixa, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú-Unibanco ou Santander-Real.

Se não fossem os últimos negócios envolvendo BB, Nossa Caixa, Unibanco, Itaú, Santander e ABN, essa proporção estaria em 70%.

A estimativa foi feita a partir de levantamento do BC sobre o número de agências administradas pelas instituições que atuam no país.

Os dados se referem ao final de junho, quando foram fechados os balanços do primeiro semestre, e não consideram a possibilidade de algumas agências serem fechadas após concluída a fusão entre os bancos.

Os números do primeiro semestre também mostram que os cinco maiores bancos do país responderam por 79% da arrecadação de tarifas bancárias ocorrida no período. Esse valor é proporcional à concentração observada nos depósitos bancários, já que 79% dos saldos mantidos em aplicações como contas correntes, poupança e CDBs estão nessas mesmas cinco instituições.

Para Ione Amorim, economista do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), a compra da Nossa Caixa pelo BB não deve se traduzir em benefícios ao cliente.

Ela afirma que as filas nas agências podem crescer com a fusão dos bancos, já que a tendência é que alguns pontos de atendimento sejam fechados. "Pode não ser de imediato, mas à medida que vai se consolidando [a fusão], a tendência é ocorrer uma redução [no número de agências]", diz.

A economista ressalta ainda que os clientes dos dois bancos devem verificar qual tabela de tarifas e taxas de juros prevalecerá após a fusão, já que cada instituição pratica um preço diferente por seus serviços e não necessariamente as taxas mais baixas serão aquelas adotadas pelo novo banco.

Na outra ponta, os bancos argumentam que a concentração trará benefícios aos clientes. Na avaliação do vice-presidente-executivo do Itaú, Sérgio Werlang, bancos fortes podem ser mais agressivos para atrair e manter a clientela.

No exterior

No exterior, a crise elevou a concentração bancária. As grandes aquisições ficaram concentradas nos EUA (onde há mais de 8.000 instituições, ante cerca de 150 no Brasil), mas também ocorreram na Europa, como na compra de parte do belga-holandês Fortis pelo francês BNP Paribas.

O JPMorgan Chase foi um dos que mais aproveitaram a crise para crescer, adquirindo, em setembro, o Washington Mutual (que era o sexto) e, em março, o Bear Stearns.
Já o rival Bank of America comprou em setembro o Merrill Lynch -dois meses antes, já havia levado o Countrywide Financial. O Wells Fargo (o quinto maior) adquiriu no mês passado o Wachovia, que era o quarto em número de ativos.

Comentários dos leitores
Camilo Perez Garcia (5) 18/11/2009 22h52
Camilo Perez Garcia (5) 18/11/2009 22h52
Será que não é possível "Privatizar" os políticos??
O segredo é o seguinte : valer eles não valem nada, então ai existe uma chance enorme do BRASIL enriquecer, é ´só vendê-los pelo preço que eles dizem que valer, devemos pensar a esse respeito. Ai haverá chance de ganhar uma boa grana e poderemos saber onde será aplicada, investida,
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Eduardo Giorgini (408) 18/11/2009 22h12
Eduardo Giorgini (408) 18/11/2009 22h12
É um mal pensar que por causa de um indivíduo ser concursado, ele é extremanente útil e diferenciado à outros cargos.
Cargo público em excesso e estabilidade contribui para o marasmo que o país é.
Infelizmente essa mentalidade do funcionario publico esta chegando às universidades federais. Agora tudo é cargo para ficar no sossego e estabilidade, não querem e nao gostam de dar aulas. Inicio do sulcateamento do que antes era razoável.
Brasil é um país muito louco e sem foco.
[]s
Eduardo.
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Luís R (3) 18/11/2009 19h22
Luís R (3) 18/11/2009 19h22
Claro que os func, da Nossa Caixa, na sua grande parte, não se caracterizam como usufrutuários de cabides de emprego, como sugeriu um comentário anterior. Mas sabemos que há sim muitos departamentos desnecessários nestes e noutros bancos estatais, acomodando um número grande de funcionários que estão lá porque não há vontade nenhuma de qualquer gestor em mudar a situação. Muita burocracia, a máquina trabalhando para si mesma. Muito cargo de diretor, superintendente, gerente de divisão, gerente geral, etc. Muitas reuniões de faz de conta, muito desperdicio do dinheiro público. São mesmo verdadeiras ilhas da fantasia. Privatize todos os estatais e veremos que o gestor particular terá maior competencia para administrar sem desperdicios. Ainda certamente recolherá maior volume de impostos como vimos acontecer nas teles e mineradoras. A população também terá melhpores serviços. Bastará apenas que esta tenha um canal apropriado para fazer valer cabalmente seus direitos de consumidor. O governo não precisa de empresas. Privatizar já a Petrobrás, BB, Cef, Bco Amazonia, e todas as demais estatais. Vai ser bo pra todo mundo. 6 opiniões
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