Dinheiro
21/11/2008 - 15h55

Governo publica decreto que reduz IOF para financiamento de motos

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O governo publicou hoje o decreto que reduz o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) cobrado nos financiamentos para a compra de motos por pessoas físicas. A alíquota agora vai passar de 3,38% para 0,38%. Poderão ser financiadas com imposto mais baixo motocicletas, motonetas e ciclonetas.

No início do ano, o governo elevou o IOF de 1,5% para 3,38% para recompor a perda da CPMF, cuja alíquota era de 0,38% sobre qualquer movimentação financeira.

Ontem, o ministro Guido Mantega (Fazenda) havia afirmado que o governo está barateando o custo do financiamento para motos para estimular o seu consumo, que caiu em função da restrição de crédito provocada pela crise econômica.

O ministro disse também que se reuniu na semana passada com as principais instituições financeiras que realizam esse tipo de operação para cobrar a reativação no financiamento de motos.

O setor se comprometeu a reduzir também o percentual de entrada exigido nas vendas financiadas, que havia subido de 10% para 20%.

A desoneração para o setor de motocicletas já havia sido prometida ao governador do Amazonas, Eduardo Braga (PSB-AM). A Zona Franca de Manaus é o principal pólo produtor do país, e a redução no crédito fez com que a produção caísse 26% em outubro, na comparação com setembro, enquanto as vendas recuaram 25% pelo mesmo critério.

O impacto na arrecadação será de R$ 300 milhões, sem considerar a queda nas vendas já ocorrida.

Com informações da Folha de S. Paulo.

Comentários dos leitores
celso assis (66) 26/11/2009 09h01
celso assis (66) 26/11/2009 09h01
Prezado Luiz Velosa
Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
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Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Cara Chris Maria.
Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
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