Dólar fecha a R$ 2,45; Bovespa retrai 6,55%
da Folha Online
O dólar comercial foi negociado a R$ 2,458 na venda, em alta de 2,05%, nas últimas operações desta sexta-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,610, um avanço de 3,16%.
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tem retração de 6,55%, aos 31.215 pontos (pelo índice Ibovespa). O giro financeiro é de R$ 3,05 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,35%. Os investidores da Bolsa brasileira ajustam os preços das ações às fortes perdas registradas ontem em Wall Street, num dia de feriado para o mercado paulista.
As ações da Petrobras puxam a forte baixa da Bovespa, desabando 8,54% no pregão desta sexta-feira, sem que os investidores se animem com a descoberta de reservas na camada pré-sal do Espírito Santo.
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O mercado teve um dia bastante nervoso no retorno do feriado de ontem, que esvaziou o volume de operações. Operadores notaram um fluxo bastante forte de saída, não somente pelo tensão com a crise internacional mas também por agentes financeiros que estavam com prazos apertados para saldar compromissos financeiros no exterior.
As cotações da moeda americana oscilaram entre o valor máximo de R$ 2,482 e o mínimo de R$ 2,398, numa demonstração do grau de nervosismo a chegou o mercado. O Banco Central, desta vez, limitou sua intervenção ao já habitual leilão de contratos do tipo "swap" cambial, em que a autoridade monetária assume o risco de oscilação do dólar. Os bancos tomaram 7.500 dos 10 mil contratos oferecidos pelo BC, numa operação de US$ 372,5 milhões.
A deterioração da economia global já levou bancos e corretoras a mudarem seus cenários básicos para a economia. A recessão nas economias centrais, e o quadro dramático do setor automobilístico nos EUA, gerou uma piora nas expectativas do setor financeiro.
Alguns corretores já apontam como provável que a taxa de câmbio atinja R$ 2,50 no curto prazo, a exemplo da corretora AGK. Para o final do ano, no entanto, a taxa ainda pode atingir R$ 2,15, considerando a perspectiva de que os governos das economias centrais intervenham para "salvar" o setor produtivo, hoje a principal preocupação de analistas e investidores.
"Diante deste cenário, a aversão ao risco cresce e os preços dos ativos financeiros globais, ainda que distantes dos patamares baixíssimos atingidos nos momentos de pânico em outubro, caminham novamente para lá", comenta Miriam Tavares, diretora da AGK, em relatório com projeções sobre indicadores econômicos.
A corretora já considera que o cenário considerado "pessimista" com as mesmas possibilidades do chamado "cenário básico". Na pior das hipóteses, "a taxa de câmbio pode se consolidar em patamares superiores aos R$2,50, podendo se aproximar dos R$ 3, dependendo da intensidade dos acontecimentos". O viés pessimista embute a perspectiva de um recessão mundial prolongada.
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for para fazer doações para Bolívias e Moçambiques,
que se interdide o BC...
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