Dinheiro
24/11/2008 - 08h13

Bolsas na Europa sobem com expectativa por ajuda ao Citigroup

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da Folha Online

As Bolsas européias operam em alta nesta segunda-feira, animadas com o anúncio de que o governo dos EUA irá oferecer uma nova ajuda ao gigante financeiro Citigroup.

Às 7h55 (em Brasília), a Bolsa de Londres estava em alta de 4,60% no índice FTSE 100, indo para 3.954,93 pontos; a Bolsa de Paris subia 4,77% no índice CAC 40, indo para 3.018,62 pontos; a Bolsa de Frankfurt subia 3,98% no índice DAX, operando com 4.291,54 pontos; a Bolsa de Amsterdã tinha alta de 4,23% no índice AEX General, que estava com 232,37 pontos; a Bolsa de Zurique estava em alta de 2,86%, com 5.291,10 pontos no índice Swiss Market; e a Bolsa de Milão tinha alta de 2,77% no índice MIBTel, que ia para 14.915 pontos.

O site do diário americano "The New York Times" informou ontem que o governo americano analisam um plano de ajuda ao Citigroup, cuja saúde financeira provoca sérios temores. Segundo o jornal, o governo federal honraria, até certo ponto, os futuros prejuízos do Citigroup, mas além de um certo valor ficaria com parte do grupo.

A intervenção se somaria aos US$ 25 bilhões de dólares já concedidos pelo Tesouro americano ao Citigroup, como parte do plano de socorro do setor financeiro de US$ 700 bilhões. Se for aprovada, a medida "poderá servir de modelo para outros bancos", destacou o jornal.

Na semana passada, o diário americano "The Wall Street Journal" ("WSJ") já havia informado que os diretores do Citi estudam os piores cenários, inclusive o fechamento de setores inteiros do banco americano e sua venda. No Brasil, no entanto, o presidente mundial do banco, Vikram Pandit, disse que descarta vender qualquer parte de suas operações, ou mesmo uma fusão ou associação.

Também na semana passada o banco --uma das instituições mais abaladas com a crise financeira mundial-- informou que irá cortar mais de 50 mil empregos no mundo todo.

Segundo analistas, o governo americano percebeu que a eventual quebra do Citi seria grande demais para que os mercados financeiros mundiais pudessem suportar e resolveu agir.

Na Ásia e região, o indicador Kospi, da Bolsa de Seul (Coréia do Sul), recuou 3,35%, enquanto a Bolsa de Xangai (China) fechou em queda de quase 4%. O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, fechou em baixa de 1,59%, com 12.457,94 pontos. A Bolsa de Tóquio (Japão) esteve fechada hoje, devido a um feriado.

O Citigroup, um dos principais bancos dos EUA, perdeu a metade de seu valor na Bolsa na semana passada devido a uma crise de confiança dos investidores, apesar dos executivos assegurarem que a instituição mantém condições financeiras sólidas.

Cúpula

A crise financeira e econômica mundial pode ser superada até 2010, segundo a declaração final da reunião de cúpula anual da Apec (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na sigla em inglês). "Estamos convencidos de que podemos superar essa crise em um período de 18 meses", diz o comunicado.

A Apec reúne 21 economias --entre elas, Estados Unidos, China, Japão, Canadá e Coréia do Sul-- e é responsável por quase 60% do PIB mundial.

O Japão (a segunda maior economia do mundo) e a zona do euro já admitiram recessão, após resultados negativos em seus respectivos PIBs (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre de 2008. Analistas avaliam que os EUA são o próximo país a entrar em recessão --o PIB americano teve contração de 0,3% no terceiro trimestre deste ano e a expectativa para o quarto é de mais um resultado negativo.

Comentários dos leitores
joão nascimento (229) 30/11/2009 20h50
joão nascimento (229) 30/11/2009 20h50
lula ja que voce e o rei da cocada preta pois o brasil nos eixo lucrativo da economia com sua equipe de petista,mande uma equipe a altura para a venezuela por sua contas em ordem com um pouco do dinheiro do pre sal junto com o pac o bolsa familia e mais delubio,joão paulo cunha ,tarso genro,ze dirceu e waldomiro diniz,duda mendonça pra arrumar a imagem do hugo perante a população e a america latina,marcos valerio para assumir os bancos tomados na mão grande e a cara dele o palocci como o el ministro,genoino se o sr. quiser ir vai tambem depois das eleições de 2010 sem opinião
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Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 20h01
Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 20h01
Na década de 90 existiam em torno de 13 trilhões de dólares, recursos especulativos que viajavam para lá e para cá, surrupiando as economias emergentes e subdesenvovidas, ninguém fez nada. Como pombas de arribação que baixam sobre uma plantação deixando o rastro de destruição. Ninguém conteve essa fúria, agora explodiu nos EUAs e em Dubai, continua sem receeber as devidas punições seus donos. Quando será então que os povos passarão o fino da espada para ceifar de vez esse agentes criminosos, livres e protegidos. A organização do Estado jamais fará isso. Somente o povo é capaz de passar a limpo tudo isso, para isso precisa se achar capaz e não temer os custos cruentos da decisão. sem opinião
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O Pacificador (226) 30/11/2009 17h29
O Pacificador (226) 30/11/2009 17h29
A única coisa que não está em recessão na Venezuela, é a imensa boca do Chávez...
Que fala, fala, fala e não diz nada.
A intensa perseguição á iniciativa privada, com a estatização de empresas via decreto, estão acabando com a precária economia do país.
O fechamento de dois bancos agora, é só a cerejinha que faltava...
É isso aí Chávez, se tinha alguém querendo embarcar na canoa furada do bolivarianismo falido, com esta quebradeira toda, até a cumpanherada saí correndo...
sem opinião
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