Dinheiro
24/11/2008 - 11h09

Estrangeiro reduz investimento em outubro, mas bate recorde no ano com US$ 34,7 bi

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 11h41

Os investimentos estrangeiros no setor produtivo do país caíram em outubro, enquanto as vendas de ações e títulos públicos tiveram forte aumento, devido ao agravamento da crise internacional de crédito. Mesmo com queda em outubro, no entanto, os investimentos produtivos somaram US$ 34,747 bilhões em dez meses, valor recorde da série histórica do Banco Central, iniciada em 1947. O recorde anterior foi registrado no ano passado, quando totalizou US$ 34,585 bilhões.

Segundo dados do Banco Central, os investimentos estrangeiros diretos caíram de US$ 6,258 bilhões em setembro para US$ 3,9 bilhões em outubro. Dados parciais para novembro mostram que, até dia 24, os investimentos já somam US$ 2,35 bilhões. A previsão do BC é terminar o mês em US$ 2,8 bilhões.

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Já os investimentos em carteira (no mercado financeiro) registram um saída de US$ 7,875 bilhões, ante US$ 1,246 bilhão em setembro. Houve uma perda de US$ 6 bilhões no mercado de ações e de US$ 1,8 bilhões em renda fixa.

Em novembro, a saída do mercado de ações no país recuou para US$ 880 milhões. Em renda fixa, para US$ 604 milhões.

O capital estrangeiro no mercado financeiro está positivo em US$ 9 bilhões. O investimento em ações, que estava positivo até o mês passado, passou a ficar negativo, em US$ 4,9 bilhões. No ano passado, foram investidos US$ 26,2 bilhões em ações.

Remessa de dividendos

Os dados de investimentos estrangeiros fazem parte do relatório do setor externo do BC, que mostra também uma saída de dinheiro por meio das transações correntes, que incluem as contas de serviços e rendas e a balança comercial.

As transações correntes do Brasil com o exterior, importante indicador que mede a vulnerabilidade externa do país, registrou déficit de US$ 1,507 bilhão no mês passado, ante US$ 2,769 bilhões em setembro. Para novembro, o BC espera um déficit de apenas US$ 500 milhões.

Com isso, o resultado negativo acumulado no ano já chega a US$ 24,77 bilhões --no mesmo período de 2007, o resultado era um superávit de US$ 3,5 bilhões.

O Brasil não registrava déficit nas suas transações correntes desde 2002. Mas o aumento das remessas de lucros para o exterior e a queda no saldo da balança comercial mudaram esse resultado.

Remessas de lucros

A conta de transações correntes é formada pelo superávit da balança comercial (US$ 20,845 bilhões no ano), pelas transferências unilaterais (US$ 3,344 bilhões) e pelos serviços e rendas (-US$ 48,961 bilhões).

A principal diferença em relação ao ano passado é o superávit menor da balança comercial, devido ao aumento das importações, e o aumento das remessas de lucros e dividendos das multinacionais, que caíram de US$ 3,45 bilhões em setembro para US$ 2,273 bilhões em outubro (receitas de US$ 1,8 bilhão e despesas de US$ 461 milhões). No ano, o valor acumulado é de US$ 30,5 bilhões.

Dentro da contas de serviços e rendas destacam-se também os gastos dos brasileiros em viagens internacionais, que caíram de US$ 1,124 bilhão em setembro para US$ 774 milhões em outubro.

Comentários dos leitores
celso assis (73) 29/11/2009 20h04
celso assis (73) 29/11/2009 20h04
E OS IMÓVEIS NO BRASIL QUE SUBIRAM NO MINIMO 30 A 40% NOS ULTIMOS 12 MESES VÀO DAR SEU TOMBO QDO? sem opinião
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celso assis (73) 29/11/2009 20h02
celso assis (73) 29/11/2009 20h02
Enqto o presidente do Bco. Central Sr. Meirelles, avisa que vai tudo bem, mas poderá haver problemas à frente, portanto evitem exuberância irracional, os gananciosos chefões do Bradesco e Itau, bancos especialistas em esfoliar seus clientes e o povão, dizem que só há maravilhas a frente. QUE DIFERENÇA NÃO. sem opinião
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O Pacificador (224) 29/11/2009 15h33
O Pacificador (224) 29/11/2009 15h33
"Crise em Dubai pode ameaçar países emergentes..."
A grande pergunta aqui é se esse "problema" em Dubai, é o reflexo ainda da crise de um ano atrás, ou é o aviso que a tal crise ainda não acabou e está agora entrando em outra fase?
Portanto, Dubai é reflexo, consequência ou início de um novo ciclo de destruição econômica?
sem opinião
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