Brasil registra saída de quase US$ 5 bi na conta financeira até 20 de novembro
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
A piora na crise financeira internacional levou a uma forte saída de dólares do mercado financeiro nos 20 primeiros dias de novembro, segundo dados do Banco Central.
O fluxo cambial do país, que mede a entrada de capital estrangeiro no comércio exterior e na área financeira, está negativo em US$ 2,533 bilhões no mês. Somente na área financeira, o saldo está negativo em US$ 4,854 bilhões.
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A diferença se deve ao resultado positivo no comércio exterior, de US$ 2,321 bilhões (diferença entre exportações e importações), o que ajuda a amenizar a saída de dólares do mercado financeiro.
ACC
Os dados do BC mostram um aumento do crédito para exportadores por meio de ACC (Adiantamento de Contrato de Câmbio) nas primeiras semanas de novembro.
Os contratos de ACC, que caíram de uma média mensal de US$ 239 milhões em setembro para US$ 135 milhões em outubro, subiram para US$ 160 milhões em novembro.
Esse mecanismo permite que uma empresa possa receber adiantado o dinheiro de um contrato de exportação. Para isso, ela usa contrato para buscar o crédito em um banco. A crise internacional de crédito havia reduzido essas linhas, o que ajudou a pressionar a cotação da moeda no Brasil.
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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