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Dinheiro
25/11/2008 - 09h53

Rendimento da classe média deve crescer menos com a crise

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da Folha de S.Paulo

Festejada como a expressão do sucesso das políticas econômicas do governo, a 'nova classe média' vai ver seu ritmo de crescimento reduzido no ano que vem por causa da crise financeira que chegou ao país.

A expectativa de especialistas é que a riqueza total desse grupo de famílias, com renda de 3 a 10 salários mínimos por mês, cresça o mesmo que neste ano ou caia em 2009. O principal efeito não deve ser dar pela redução nos rendimentos propriamente ditos, mas pela maior dificuldade em encontrar emprego e pela queda nos financiamentos para consumo.

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"[Vemos neste ano] o ápice do processo [de ampliação da classe média], mas agora a crise está chegando ao país. É possível que isso reduza o percentual [hoje de 50%] da classe C na população. Amortecedores como a política social e o salário mínimo devem reduzir o impacto", diz Marcelo Neri, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas), estudioso dessa "nova classe média".

O economista Sérgio Vale, da MB Associados, projeta que as famílias com renda de 3 a 5 salários mínimos, parte importante da classe média, verão a sua massa salarial aumentar em R$ 14,6 bilhões no ano que vem, praticamente o mesmo que o projetado para este ano. Os que recebem de 5 a 10 salários mínimos perderão R$ 2,9 bilhões em relação a 2008.

A massa salarial é um conceito que mede a riqueza apropriada por um grupo de pessoas. Considera os rendimentos e o número de famílias que está em cada grupo de renda. Mesmo que o salário não caia, se houver um número menor de famílias no grupo, porque o desemprego aumentou, haverá queda da massa salarial.

O economista Fábio Romão, da LCA Consultores, projeta que a massa salarial da classe C cresça 5,5% neste ano e 5% em 2009. A das classes A e B crescerá 3,8% em 2009, queda superior a um ponto percentual em relação a este ano. Os grupos D e E terão ganho: a massa salarial deve crescer 7,8%, enquanto neste ano, por causa da alta no preço de alimentos, o aumento deverá ser de 6,7%.

"O efeito da crise sobre a classe C vai ficar mais evidente na redução do consumo e numa evolução mais modesta da ocupação [maior dificuldade de encontrar emprego]", diz Romão.

Crédito escasso

A redução no crédito deverá se refletir em menor consumo de bens como computadores e automóveis pela classe C.

Para Marcelo Neri, parte desse impacto poderá ser absorvido pelo crédito com desconto em folha de pagamentos. A renda dos aposentados, que independe das condições da economia, é importante na classe C e fará com que o acesso a empréstimos continue ocorrendo.

As classes A e B sofrerão mais com a crise. Segundo a MB Associados, a massa salarial do grupo com ganho mensal de 10 a 20 salários mínimos, que neste ano deve crescer R$ 18,8 bilhões, registrará aumento de R$ 5 bilhões em 2009. O desaquecimento da economia fará com que a demanda por trabalho em setores que empregam mão-de-obra qualificada caia, o que afeta quem recebe salários mais altos.

Comentários dos leitores
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Nao eh o Ouro que que estah aumentando, sao as moedas que estao se desvalorizando. O ouro sempre tem valor estavel se comparado aos outros comodities. Por exemplo, a mesma quantidade de ouro compra o mesmo volume de petrole hoje e ou ha 30 anos atras.
Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
3 opiniões
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joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
epero que o dem puna o seu governador e não varra a sujeira para baixo do tapete como pt
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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celso assis (76) 01/12/2009 12h32
celso assis (76) 01/12/2009 12h32
Seria talvez interessante saber não só a porecntagem em relação ao PIB, mas tambem qual a porcentagem em relação PIB dos empréstimos que foi para o consumo e qual a que foi para a produção (excuindo-se aqui dados do BNDES).
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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