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Dinheiro
25/11/2008 - 11h31

Economia dos EUA tem contração de 0,5% no terceiro trimestre

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da Folha Online

A economia dos EUA teve uma contração de 0,5% no terceiro trimestre deste ano, maior que a de 0,3% anunciada no fim de outubro, segundo dados revisados do Departamento de Comércio, divulgados nesta terça-feira.

O dado aumenta o pessimismo de economistas e investidores quanto às perspectivas para a economia americana no quarto trimestre: as estimativas são de uma nova contração, o que jogaria o país em recessão (definida como dois trimestres consecutivos de desempenho econômico negativo).

A retração no trimestre passado foi a primeira desde a queda de 0,2% no quarto trimestre de 2007, e o pior resultado desde a baixa de 1,4% verificada no terceiro trimestre de 2001, quando os EUA sofreram uma aguda crise.

Desde a divulgação do dado preliminar, a economia americana apresentou novos indicadores de que a recessão está às portas: o número de pedidos de seguro-desemprego no país já chegou a 542 mil, o mais alto desde julho de 1992. O nível considerado como já indicando uma recessão é 400 mil.

Além disso, os Estados Unidos eliminaram 240 mil postos de trabalho no mês de outubro, marcando o décimo mês consecutivo de fechamento de vagas no país. A taxa de desemprego, por sua vez, subiu para 6,5% no mês passado (a mais alta do governo Bush), contra 6,1% em setembro. Trata-se da pior taxa desde fevereiro de 1994, quando ficou em 6,6% --em março daquele ano, a taxa também ficou em 6,5%.

Os preços ao consumidor no país tiveram a maior queda em outubro desde 1947: o CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) registrou deflação de 1%. Em setembro, o índice havia ficado estável.

A atividade no setor de construção de imóveis residenciais bateu recorde de baixa no mês de outubro, com um recuo de 4,5%. Segundo o governo, a construção de residências no país ficou em uma taxa anualizada de 791 mil unidades, contra 828 mil unidades em setembro (dado revisado).

Ontem, a NAR (Associação Nacional dos Corretores de Imóveis, na sigla em inglês) informou que as vendas de casas usadas no país tiveram uma queda de 3,1% em outubro, chegando à taxa anualizada de 4,98 milhões de unidades. O preço médio de um imóvel residencial usado nos EUA no mês passado, por sua vez, caiu 11,3% em relação ao mesmo mês de 2007, ficando em US$ 183 mil. A queda foi a maior na comparação anual desde 1968, quando os registros começaram a ser feitos.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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