Governo será "parte da solução" da crise e não "parte do problema", diz Dilma
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse nesta terça-feira que o governo federal será "parte da solução" para a crise econômica internacional, e não "parte do problema", como no passado, quando havia a "quebra" da economia do país. Dilma disse que o governo acredita na força do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) como principal ferramenta para enfrentar a atual crise nos mercados internacionais.
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"O presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] quer que passemos com maior suavidade esse período de crise que tem conseqüências. Estamos tentando minorar os impactos com a consciência de que o governo é parte da solução. E não como era antes, parte do problema. Porque antes o governo quebrava. Hoje, o governo não quebra mais", afirmou a ministra.
Segundo Dilma, o presidente Lula pediu aos ministros durante reunião de sua equipe nesta segunda-feira para que não produzam investimentos "não realizáveis" até 2010. A ministra citou como exemplo de "êxitos" do PAC o setor da construção civil --na construção das usinas hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau, no Rio Madeira.
"O presidente pediu aceleração e que houvesse reunião com governadores e prefeitos para acelerarmos mais o PAC. O governo considera que o PAC é o instrumento anti-cíclico porque a crise puxa para baixo, e o PAC para cima", afirmou a ministra.
Discurso afinado
O presidente Lula reuniu neste segunda-feira os ministros para que todos assumam um mesmo discurso sobre a origem da crise financeira internacional, os efeitos no Brasil e as medidas já adotadas pelo governo federal.
A idéia é reiterar que a crise teve origem externa, que não foi produzida no Brasil, nem que afetará os programas sociais e a política de estímulo ao crédito e ao consumo.
O ministro Franklin Martins (Comunicação) afirmou que o país precisa estar informado de que as atuais condições da economia nacional permitiram que os efeitos da crise no Brasil fossem menores do que ocorreria no passado.
A exemplo de Dilma, os ministros deverão reafirmar que as condições para que o país pudesse enfrentar a crise se basearam nas opções feitas pelo atual governo: situação fiscal organizada, a adoção de uma política de diversificação, o aumento das reservas internacionais e o incentivo ao mercado interno.
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