Anfavea espera retomada de ritmo de vendas de carros até o fim do ano
YGOR SALLES
da Folha Online
O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, afirmou nesta terça-feira que o ritmo de vendas de veículos deve voltar ao patamar de antes da explosão da crise financeira internacional até o fim do ano. Porém, ele vê com um pouco de pessimismo a possibilidade das vendas acumuladas no ano consigam ultrapassar a casa de três milhões de unidades.
"A média diária, a partir do momento que os recursos [de liquidez liberados pelos bancos estatais para as financeiras das montadoras] chegarem à ponta do consumo, deve voltar aos níveis de outubro na segunda quinzena de novembro e aos níveis de setembro até o fim do ano", disse Schneider, após seminário sobre a crise financeira global na Amcham (Câmara Americana de Comércio).
Em setembro, a média diária de vendas estava na casa de 11 mil unidades no país, mas desde então sofreu seguidas quedas devido à falta de crédito ao consumidor.
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Schneider não quis fazer novas projeções sobre as vendas acumuladas no ano, que deverão ser anunciadas pela Anfavea na primeira semana de dezembro. Porém, ele admite que haverá "uma certa dificuldade" de chegar nas três milhões de unidades.
Na semana passada, o presidente da General Motors do Brasil, Jaime Ardila, afirmou que a previsão da indústria automotiva no país é fechar o ano com 2,850 milhões de veículos vendidos. Dados da Anfavea apontam que nos dez primeiros meses de 2008 foram comercializados 2,45 milhões de unidades, aumento de 23,4% na comparação com o mesmo intervalo de 2007, que já havia sido recorde.
Sobre a crise, Schneider informou que, até o momento, todos os investimentos anunciados pelas montadoras no país estão mantidos, isso porque "os recursos vêm do fluxo de caixa local". Para ele, o mercado automobilístico brasileiro está em uma posição melhor do que a das matrizes.
O presidente da Anfavea atribuiu isso ao melhor desempenho da economia nacional, além do setor automotivo estar mais bem adaptado à nova realidade do mercado, como, por exemplo, carros menores e com combustíveis renováveis. Segundo ele, cerca de 90% dos carros vendidos no Brasil são pequenos e outros 88% já saem de fábrica com motores flex.
Schneider também vê "desafios importantes" na área de exportação, já que alguns dos principais mercados dos automóveis brasileiros, como México, Argentina, Venezuela e a África do Sul, apresentam redução de unidades compradas.
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O Brasil que vivemos já é o Brasil a todo vapor.
O patamar de desenvolvimento que chegamos, acredito ser o máximo que se pode extrair desse contexto cultural e historico da sociedade brasileira.
Povo com educação precária, pobreza, políticos corruptos e picaretas, incompetencia gerencial e demagogia, alagamentos, ruas e rodovias esburacados,etc.
Por considerar tudo isso, estamos muito bem.
Para chegarmos à um patamar Suéco, por exemplo, dai é outro mundo realmente.
[]s
Eduardo.
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