Publicidade

Dinheiro
25/11/2008 - 13h35

Anfavea espera retomada de ritmo de vendas de carros até o fim do ano

Publicidade

YGOR SALLES
da Folha Online

O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, afirmou nesta terça-feira que o ritmo de vendas de veículos deve voltar ao patamar de antes da explosão da crise financeira internacional até o fim do ano. Porém, ele vê com um pouco de pessimismo a possibilidade das vendas acumuladas no ano consigam ultrapassar a casa de três milhões de unidades.

"A média diária, a partir do momento que os recursos [de liquidez liberados pelos bancos estatais para as financeiras das montadoras] chegarem à ponta do consumo, deve voltar aos níveis de outubro na segunda quinzena de novembro e aos níveis de setembro até o fim do ano", disse Schneider, após seminário sobre a crise financeira global na Amcham (Câmara Americana de Comércio).

Em setembro, a média diária de vendas estava na casa de 11 mil unidades no país, mas desde então sofreu seguidas quedas devido à falta de crédito ao consumidor.

Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Veja os países e instituições financeiras afetados pela crise

Schneider não quis fazer novas projeções sobre as vendas acumuladas no ano, que deverão ser anunciadas pela Anfavea na primeira semana de dezembro. Porém, ele admite que haverá "uma certa dificuldade" de chegar nas três milhões de unidades.

Na semana passada, o presidente da General Motors do Brasil, Jaime Ardila, afirmou que a previsão da indústria automotiva no país é fechar o ano com 2,850 milhões de veículos vendidos. Dados da Anfavea apontam que nos dez primeiros meses de 2008 foram comercializados 2,45 milhões de unidades, aumento de 23,4% na comparação com o mesmo intervalo de 2007, que já havia sido recorde.

Sobre a crise, Schneider informou que, até o momento, todos os investimentos anunciados pelas montadoras no país estão mantidos, isso porque "os recursos vêm do fluxo de caixa local". Para ele, o mercado automobilístico brasileiro está em uma posição melhor do que a das matrizes.

O presidente da Anfavea atribuiu isso ao melhor desempenho da economia nacional, além do setor automotivo estar mais bem adaptado à nova realidade do mercado, como, por exemplo, carros menores e com combustíveis renováveis. Segundo ele, cerca de 90% dos carros vendidos no Brasil são pequenos e outros 88% já saem de fábrica com motores flex.

Schneider também vê "desafios importantes" na área de exportação, já que alguns dos principais mercados dos automóveis brasileiros, como México, Argentina, Venezuela e a África do Sul, apresentam redução de unidades compradas.

Comentários dos leitores
Henrique Silva (216) 09/12/2009 18h30
Henrique Silva (216) 09/12/2009 18h30
A arrecadação federal voltou a subir em novembro, esta recuperação se deve principalmente a dois motivos: 1 - O governo está diminuindo (mesmo que timidamente) os incentivos fiscais para conter a crise. O resultado foi melhor que o esperado para o governo Brasileiro e para o mundo, que viu no Brasil a solidez que nunca havia apresentado até então. 2 - A economia está retomando a trajetória de crescimento que perdeu com a crise. A recuperação econômica foi até mais importante neste número positivo, pois analisado o terceiro trimestre deste ano temos um crescimento de 8%, o que compensou a queda do início do ano. Mas previsões econômicas apontam para crescimento do PIB em 2010 superior a 6% (maior que a média do atual governo que é de 4,2% ao ano); este fato causa grande preocupação ao banco central que vê risco de que este crescimento acima do desejado pressione a inflação e assim fosse o BC a aumentar os juros. O Brasil está com os juros mais baixos de sua história, mas mesmo assim é ainda o segundo mais alto do mundo (perdendo apenas para a China). 1 opinião
avalie fechar
Eduardo Giorgini (445) 09/12/2009 15h37
Eduardo Giorgini (445) 09/12/2009 15h37
Boa tarde pessoal.
O Brasil que vivemos já é o Brasil a todo vapor.
O patamar de desenvolvimento que chegamos, acredito ser o máximo que se pode extrair desse contexto cultural e historico da sociedade brasileira.
Povo com educação precária, pobreza, políticos corruptos e picaretas, incompetencia gerencial e demagogia, alagamentos, ruas e rodovias esburacados,etc.
Por considerar tudo isso, estamos muito bem.
Para chegarmos à um patamar Suéco, por exemplo, dai é outro mundo realmente.
[]s
Eduardo.
sem opinião
avalie fechar
Luiz lima (3) 09/12/2009 15h13
Luiz lima (3) 09/12/2009 15h13
NÃO VALE A PENA PERDER TEMPO DISCUTINDO COM AS VIÚVAS DE FHC E SEUS TUCANOS BONS DE BICO PORQUE ALÉM DE APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE IDEALIZADOR DO PLANO REAL FOI INCOMPETENTE PARA DAR CONTINUIDADE AO MESMO, A HERÂNÇA MALDITA DEIXADA PARA O GOV.LULA EM 2002 ONDE NÃO TINHAMOS CAIXA,FMI MANDANDO NA ECONOMIA,DESEMPREGO O EFEITO LATINHA UMA EMPRESA E OUTROS DESASTRES MOSTRAM BEM NOSSA SITUAÇÃO EM 2002. A TUCANADA GOSTA DE SER ENGANADA E NUNCA ACEITARAM O SUCESSO DO LULA QUE AO CONTRARIO DO FHC VEM BENEFICIANDO A TODOS INCLUSIVE AS VIÚVAS, O INCRÍVEL É QUE PROVALVEMENTE MUITO MAIS ELES QUE NÓS. NÃO PERCAM TEMPO VEJAM E COMFIRAM TODOS OS INDÍCES DO FHC E OS DO LULA NÃO TEM COMPARAÇÃO. IMAGINE UMA ELEIÇÃO HOJE ENTRE FHC E LULA . NOVO FILME MASSACRE NA URNA ELETRÔNICA. REZEM TODO DIA PARA O LULA TUCANADA. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2441)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca