Publicidade

Dinheiro
25/11/2008 - 17h15

Múcio defende análise de possíveis prejuízos com problemas de parceiros

Publicidade

da Agência Brasil

O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, afirmou nesta terça-feira, após participar de reunião com os líderes da base aliada, em Brasília, ser importante analisar se o Brasil pode ser atingido pelos problemas de seus parceiros em decorrência da crise financeira internacional.

"A preocupação é que estamos numa crise brutal do mundo inteiro e precisamos avaliar como vamos enfrentá-la", afirmou.

10 questões para entender o tremor na economia
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA

O ministro disse, no entanto, que o governo mantém a perspectiva de crescimento de 4% neste ano e que está preocupado em não "desestimular o país", que vinha crescendo até ser surpreendido pela crise.

Múcio disse que o governo se mantém otimista nas frentes em que vem atuando, como a do petróleo e a do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e está consciente de que todas as providências estão sendo adotadas para enfrentar a crise.

Reforma tributária

Antes da reunião em que foram discutidos pontos da reforma tributária com os líderes da base aliada, o ministro afirmou que a aprovação da proposta do Partido Verde de renegociação de dívidas mexeria com a essência da reforma e poderia ser classificada de "meio Refis" (programa de refinanciamento de dívidas da Receita Federal). Essa proposta tem também apoio de líderes do PMDB.

Na reunião, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou estudos para mostrar à base aliada as dificuldades do governo em aprovar um novo refinanciamento amplo de dívidas. "A democracia tem uma luta a cada dia. A cada dia, você tem que ceder espaços para conquistar espaços e fazer uma avaliação que seja boa para todos e mantenha o respeito entre os dois Poderes [Executivo e Legislativo]", disse José Múcio.

O relator da reforma tributária, deputado Sandro Mabel (PR-GO), sustentou antes do encontro que as medidas desoneram os investimentos e a folha de pagamentos e reduzem a carga tributária das pessoas físicas que ganham menos. Segundo Mabel, a votação da reforma deve começar amanhã (26) à noite, com a leitura do relatório em plenário. No entender do relator, se a proposta não for aprovada até o final do ano, o governo pode perder o interesse, e a reforma deve esperar mais quatro ou seis anos.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
avalie fechar
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
avalie fechar
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
3 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4446)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca