Múcio defende análise de possíveis prejuízos com problemas de parceiros
da Agência Brasil
O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, afirmou nesta terça-feira, após participar de reunião com os líderes da base aliada, em Brasília, ser importante analisar se o Brasil pode ser atingido pelos problemas de seus parceiros em decorrência da crise financeira internacional.
"A preocupação é que estamos numa crise brutal do mundo inteiro e precisamos avaliar como vamos enfrentá-la", afirmou.
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O ministro disse, no entanto, que o governo mantém a perspectiva de crescimento de 4% neste ano e que está preocupado em não "desestimular o país", que vinha crescendo até ser surpreendido pela crise.
Múcio disse que o governo se mantém otimista nas frentes em que vem atuando, como a do petróleo e a do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e está consciente de que todas as providências estão sendo adotadas para enfrentar a crise.
Reforma tributária
Antes da reunião em que foram discutidos pontos da reforma tributária com os líderes da base aliada, o ministro afirmou que a aprovação da proposta do Partido Verde de renegociação de dívidas mexeria com a essência da reforma e poderia ser classificada de "meio Refis" (programa de refinanciamento de dívidas da Receita Federal). Essa proposta tem também apoio de líderes do PMDB.
Na reunião, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou estudos para mostrar à base aliada as dificuldades do governo em aprovar um novo refinanciamento amplo de dívidas. "A democracia tem uma luta a cada dia. A cada dia, você tem que ceder espaços para conquistar espaços e fazer uma avaliação que seja boa para todos e mantenha o respeito entre os dois Poderes [Executivo e Legislativo]", disse José Múcio.
O relator da reforma tributária, deputado Sandro Mabel (PR-GO), sustentou antes do encontro que as medidas desoneram os investimentos e a folha de pagamentos e reduzem a carga tributária das pessoas físicas que ganham menos. Segundo Mabel, a votação da reforma deve começar amanhã (26) à noite, com a leitura do relatório em plenário. No entender do relator, se a proposta não for aprovada até o final do ano, o governo pode perder o interesse, e a reforma deve esperar mais quatro ou seis anos.



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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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