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Dinheiro
25/11/2008 - 17h32

BC libera compulsório para injetar mais R$ 6,2 bilhões no BNDES

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O Banco Central anunciou hoje novas mudanças nos depósitos compulsórios para destinar mais R$ 6,2 bilhões ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Esse dinheiro faz parte dos R$ 10 bilhões extras anunciados pelo governo no início do mês. O restante já chegou ao BNDES por meio da Caixa Econômica Federal, que irá emprestar o dinheiro para reforçar o capital de giro das empresas nesse momento de crise.

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Segundo o BC, os bancos privados e públicos que aplicarem dinheiro em depósitos interbancários (CDIs) do BNDES poderão abater o valor investido do compulsório sobre depósitos a prazo a recolher. O compulsório é o dinheiro dos correntistas que os bancos são obrigados a manter depositados no BC.

O dinheiro destinado para o BNDES está dentro dos 70% dos depósitos compulsórios sobre depósitos à vista que hoje ficam parados no BC sem remuneração. Agora, haverá um incentivo para que os bancos usem esse dinheiro em troca de uma remuneração, paga pelo BNDES.

Segundo o BC, somente serão aceitos DIs com prazo de 6 a 18 meses. O valor de dedução é limitado a 70% do total do compulsório sobre depósitos a prazo a ser recolhido. Além disso, a instituição compradora pode destinar no máximo 20% do limite abatido para aquisição de operações de uma determinada instituição financeira.

Para aproveitarem o desconto, os bancos devem fazer essas operações com o BNDES até 31 de dezembro deste ano.

"A medida complementa as ações do BC no sentido de melhorar a distribuição de recursos no Sistema Financeiro Nacional e as condições do mercado de crédito para pequenas e médias empresas", disse o BC em nota.

MP

O governo federal já prometeu editar uma MP (medida provisória) que permite o repasse de recursos captados pela União junto ao Banco Mundial para o BNDES.

Serão mais R$ 5 bilhões para empréstimos a empresas, principalmente exportadores, a uma taxa de juros menor que a do mercado financeiro nacional.

A procura por crédito nesse momento de crise já levou o BNDES a alcançar o valor de R$ 86,6 bilhões em empréstimos nos últimos 12 meses até outubro. A expectativa é terminar o ano com R$ 90 bilhões.

As consultas de empresas para projetos cresceram 40% de agosto a outubro em relação ao mesmo período do ano passado.

A liberação de empréstimos para exportação cresceu 44,5% nos dez primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2007. Foram emprestados R$ 4,512 bilhões no período. O objetivo é chegar ao final do ano com um total de R$ 6 bilhões de financiamentos para as vendas ao exterior.

Somente em outubro, quando as linhas para exportação secaram por causa da crise internacional, os empréstimos para exportação foram 115% maiores que o registrado na média dos nove meses anteriores.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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