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Dinheiro
25/11/2008 - 17h45

Lula pede que trabalhador consuma para proteger emprego

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RENALTA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou nesta terça-feira que a campanha de incentivo ao consumo, a ser lançada oficialmente pelo governo dentro de alguns dias, tem o objetivo de proteger postos de trabalho. Segundo o presidente, a ameaça da perda de emprego está associada à falta de consumo. Lula disse ainda que não serão cortados programas sociais.

"[O trabalhador] pensa assim: eu não vou fazer a compra porque eu tenho medo de perder o emprego. O que eu quero dizer é que ele corre o risco de perder o emprego, se ele não comprar porque ele não comprando o comércio não encomenda para indústria, que não produz, e sem produzir, não tem emprego [na indústria]", disse Lula, durante solenidade que tratou de projetos que visam ao aperfeiçoamento do Programa Bolsa Família.

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O presidente lembrou ainda as medidas tomadas pelo governo contra a crise financeira internacional, como incentivo ao crédito, garantias para gerar capital de giro e possibilidades de "irrigar" os bancos que financiam as indústrias de automóveis.

Lula voltou a dizer que a situação do Brasil é privilegiada em comparação a outros países. "Não estamos envolvidos na crise de crédito que os outros países estão", disse ele.

De acordo com Lula é preciso "encorajar" os empresários para que produzam mais enquanto os consumidores precisam ser "encorajados" a consumir. 'Não haverá crise no mundo que me faça tirar um centavo dos pobres que estão recebendo [ajuda dos programas sociais]', disse ele.

Homenagem

O presidente fez referência hoje às vítimas das enchentes em Santa Catarina. A pedido do presidente foi feito um minuto de silêncio em memória aos mortos, que chegam a 79 entre crianças e adultos.

Lula participou da entrega dos prêmios Práticas Inovadoras de Gestão e de Estudos do Programa Bolsa Família --que atende cerca de 11 milhões de famílias e que se tornou carro-chefe das políticas sociais do governo federal.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, o objetivo das premiações foi mapear e divulgar experiências bem-sucedidas que surgiram em cidades e Estados.

Participaram do evento os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), José Gomes Temporão (Saúde) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), além dos governadores de Goiás, Alcides Rodrigues (PP), e do Pará, Ana Júlia Carepa (PT).

"Sabemos os desafios que temos pela frente para fazer do nosso país uma sociedade justa na qual todos [que fazem parte da sociedade] tenham garantidos os direitos de sonhar e de ser [o que desejam]', afirmou Patrus.

Foram entregues prêmios a 16 vencedores, entre representantes dos Estados, municípios e de entidades civis.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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