Alta do dólar ajuda a reduzir dívida pública em outubro para 36,6% do PIB, diz BC
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
A dívida pública recuou em outubro pelo terceiro mês consecutivo devido, principalmente, à desvalorização do real em relação ao dólar. O principal indicador que meda a dívida líquida do setor público (relação dívida/PIB, Produto Interno Bruto) caiu de 38,2% em setembro para 36,6% no mês passado, menor nível desde 1998.
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Sem a alta do dólar, a dívida estaria em 37,7% do PIB. A valorização da moeda norte-americana tem impacto positivo na dívida líquida (diferença entre ativos e passivos do setor público). Segundo o BC, uma alta de cerca de 10% no dólar, por exemplo, ajuda a reduzir a dívida pública em 1 ponto percentual, já que o governo possui mais ativos do que dívida em dólar.
Em termos absolutos, a dívida recuou de R$ 1,127 trilhão em setembro para R$ 1,088 trilhão em outubro. No final do ano passado, a dívida equivalia a 42,7% da soma das riquezas produzidas no país (R$ 1,150 trilhão).
O superávit primário (economia do governo para pagar os juros da dívida) contribuiu com uma redução de 4,5 pontos percentuais na dívida neste ano. O crescimento do PIB ajudou com mais 4 pontos. A variação nas moedas internacionais colaborou com mais 2,2 ponto. Por outro lado, os juros elevaram a dívida em 4,5 pontos.
A dívida bruta do governo federal, INSS, Estados e municípios subiu de 56,2% em setembro para 56,7% do PIB e alcançou R$ 1,684 trilhão.
Novembro
O BC prevê que a relação dívida/PIB cairá para 35,7% em novembro. Se confirmado, esse será o melhor resultado desde julho de 1998, quando estava em 35,6%. A previsão do BC considera o dólar a R$ 2,34, uma desvalorização da moeda brasileira de 10,7% em relação a cotação do final de outubro.
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