Dinheiro
27/11/2008 - 10h46

ArcelorMittal estuda demitir até 9.000 funcionários no mundo

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da France Presse
da Folha Online

O grupo siderúrgico ArcerlorMittal indicou nesta quinta-feira que pretende demitir até 9.000 empregados no mundo, em um comunicado.

As demissões serão feita de forma voluntária, destacou a ArcelorMittal. Elas atingirão primeiro os empregados dos setores não-produtivos, que trabalham em vendas, administração e serviços gerais.

Nessas categorias, o grupo tem como meta reduzir seus gastos em US$ 1 bilhão, em resposta à atual crise financeira global.

Segundo um delegado sindical do grupo, questionado pela agência de notícias France Presse, 6.000 empregos estariam ameaçados na Europa.

Na terça-feira (25) a empresa já havia anunciado planos de cortar 2.400 postos de trabalho em sua unidade de produção de Burns Harbor, no Estado de Indiana (centro-norte dos EUA) na primeira quinzena de janeiro, devido à queda da demanda de aço.

A empresa empregava no final de 2007 cerca de 35.500 pessoas na América do Norte. O grupo não especificou o número de funcionários que possui nos Estados Unidos.

As siderúrgicas no mundo todo têm reduzido sua produção para refletir a demanda mais fraca por aço por parte de clientes importantes, como os setores automobilístico e de construção. O presidente da siderúrgica japonesa Nippon Steel, Shoji Muneoka, anunciou nesta semana que a empresa reduzirá sua produção o dobro do esperado e previu a possibilidade de outras reduções diante da crise global.

Também na terça, o grupo siderúrgico brasileiro Gerdau anunciou que vai antecipar a parada das subsidiárias Açominas e da Siderperú (Empresa Siderúrgica del Peru) para trabalhos de manutenção. A Gerdau admitiu que a medida também tem por objetivo reduzir a produção em um momento de queda da demanda mundial do aço pela crise internacional.

Em reunião com investidores, o presidente do grupo, André Gerdau Johannpeter, reconheceu que a companhia pode tomar medidas semelhantes em outras fábricas, principalmente dos Estados Unidos e de outros países da América Latina, para adequar a produção a uma demanda mundial menor.

Segundo ele, a empresa prevê uma queda de 24% no volume de vendas para o último trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2007.

A Siderperú paralisou as atividades na segunda-feira (24) e deverá retomar suas operações de forma gradativa em janeiro de 2009. Segundo a companhia, algumas áreas exigem mais tempo para reparos e continuarão paradas até março do próximo ano.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (667) 27/11/2009 08h43
Cassio Tavares (667) 27/11/2009 08h43
Uma nova revista está para ser lançada na imprensa brasileira com o nome parecido com uma que já circula. Ah, o nome da revista : IN-VEJA. sem opinião
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Rolando Frati (101) 27/11/2009 07h56
Rolando Frati (101) 27/11/2009 07h56
O Dinheiro Público está sendo desrespeitado, a viagem no Avião da Fab pelo Sr. Lulinha é exemplo disso, esperamos que seje enquadrado na Lei. Nós não elegemos lulinha para nenhum cargo público nesse País. 4 opiniões
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Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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