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Dinheiro
27/11/2008 - 10h59

China adverte para desemprego em massa e protestos devido à crise

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da France Presse

O ministro encarregado da CNRD (Comissão Nacional para a Reforma e o Desenvolvimento), o ministério chinês responsável pelo planejamento econômico, Zhang Ping, advertiu nesta quinta-feira que a economia do gigante asiático continua em declínio e que o governo deve atuar para evitar um desemprego em massa e novos protestos sociais.

O ministro declarou que alguns indicadores econômicos de novembro revelam uma desaceleração acentuada e que, em algumas empresas, a produção enfrenta dificuldades, principalmente relacionadas com a exportação. "Algumas companhias cessaram total ou parcialmente suas atividades, o que certamente terá um impacto sobre o emprego. Em algumas áreas, os trabalhadores rurais estão voltando para o campo", afirmou.

Ping defendeu as medidas que o governo está tomando para apoiar as empresas em apuros, ao admitir que uma suspensão ou um cessar em massa da produção empresarial resultaria em um "desemprego em escala, que poderá provocar instabilidade social".

Os protestos de trabalhadores que perderam seus empregos ou agricultores expulsos das terras se intensificaram nestas últimas semanas no país. O governo chinês já afirmou que a situação do emprego é crítica.

Ontem, o Banco do Povo da China (BC do país) anunciou um corte de 1,08 ponto percentual --o maior da década-- em sua taxa básica de juros, para 5,58%, a fim de estimular a economia. Além disso, o banco anunciou no mesmo comunicado uma redução do depósito compulsório dos bancos (porcentagem das reservas que cada entidade financeira não pode reinvestir), a fim de aumentar a liquidez no sistema e promover o consumo.

Na terça-feira (25), o Banco Mundial informou que a economia da China deve crescer 7,5% em 2009, ante os 9,2% estimados pelo banco em junho. A nova estimativa é menor do que as expectativas do FMI (Fundo Monetário Internacional), que há duas semanas cortou sua previsão para o crescimento chinês de 9,3% para 8,5%.

A China cresceu 11,9% em 2007, mas nos sucessivos trimestres deste ano já mostrou uma clara tendência de baixa, registrando um crescimento de 10,6% no primeiro trimestre, de 10,4% no segundo e de 9,9% no terceiro.

O governo chinês anunciou no começo do mês um pacote de US$ 586 bilhões para estimular a economia do país. O pacote deverá ser usado até 2010 para impulsionar a demanda doméstica. Os investimentos serão concentrados em infra-estrutura e bem-estar social. O pacote de medidas destinadas a estimular a economia abrangerá até 2010 programas de impulso à vida da população, como casas para pessoas de baixa renda, infra-estruturas rurais, rede de transporte, ambiente, inovação tecnológica e reconstrução posterior aos desastres naturais.

Comentários dos leitores
André Nader (7) 14/12/2009 12h51
André Nader (7) 14/12/2009 12h51
Essa medida da china em segurar a especulação imobiliária seria uma boa ideia para ser utilizada aqui em Brasília, onde a TERRACAP, empresa responsável por licitar os imóveis, ajuda os especuladores colocando os valores dos terrenos a preço de ouro o que ajuda a explicar porque o metro quadrado de Brasília está se tornando rapidamente o mais caro do BRASIL.
Isso se deve a distribuição de "PANETONES" a filiados politicos que "LAVAM" esse dinheiro comprando propriedades em nomes de terceiros ou justificando que um imóvel comprado a um ano por R$1.000,00 possa ser vendido no ano seguinte por R$3.000,00.
VERDADEIRA VERGONHA NACIONAL.
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Eduardo Giorgini (447) 14/12/2009 10h36
Eduardo Giorgini (447) 14/12/2009 10h36
Esses políticos brasileiros são vaidosos e ingenuos.
Isso significa que são facilmente compráveis por multinacionais e países ricos.
Brasil e a America Latina não é para crescer mas ser como sempre estivemos: Frágeis países em desenvolvimento que vive de espectativas, sem produção de valor agregado.
Somos meros mercados de empresas Norte-Americanas, Européias e Asiáticas.
Quem estudar nas melhores universidades do país verá que a mentalidade é formar mão de obra para os grandes, e não formar empreendedores.
Uma pena, pois o sofrido povo paga por isso, sem retorno.
E o nosso presidente tem um lado bom: Criar esperança e espectativa para os humildes, porém, sem resultados concretos.
Se o povo esta feliz, isso que importa.
[]s
Eduardo.
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Polycarpo Quaresma (43) 14/12/2009 09h09
Polycarpo Quaresma (43) 14/12/2009 09h09
Um projeto megalomanico dentro de um sistema interncional decadente com vários episodios de falência. Vão acabar vendendo as construções sor 20% do valor sem opinião
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