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Dinheiro
27/11/2008 - 12h11

CNI pede redução do IOF para todos os empréstimos

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro Neto, pediu nesta quinta-feira ao governo que promova uma redução "horizontal" e mais abrangente de impostos para estimular o aumento do crédito.

Após participar de encontro com o ministro Guido Mantega (Fazenda), o empresário afirmou que ter conversado sobre uma redução mais ampla do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que incide sobre as operações de crédito.

Na semana passada, o governo reduziu o IOF cobrado nos financiamentos para a compra de motos por pessoas físicas de 3,38% para 0,38%. Em outubro, foi zerado o imposto cobrado nas operações de investimento estrangeiro no mercado financeiro e na entrada e saída de empréstimos do país.

"Essas são mudanças pontuais. Precisamos de uma medida geral", disse Monteiro Neto. "[O IOF] é algo que afeta o custo dos financiamentos no Brasil", afirmou.

No começo do ano, o governo aumentou a alíquota desse imposto para compensar, em parte, o fim da CPMF. O governo também pretendia frear o crescimento do crédito. O agravamento da crise internacional a partir de setembro, no entanto, acabou afetando os financiamentos no Brasil e está obrigando o governo a rever o aumento desse tributo.

Na segunda-feira, durante reunião ministerial na Granja do Torto, o ministro da Fazenda afirmou que o governo estuda novas medidas de desoneração tributária para ajudar a manter o crescimento do país em 2009. Entre os tributos que podem ter redução está o IOF.

Reforma tributária

O presidente da CNI também conversou hoje com o ministro da Fazenda sobre a necessidade de se aprovar rapidamente a proposta de Reforma Tributária que está no Congresso.

"Se não fizermos nada agora, qualquer possibilidade de reforma vai ficar adiada em no mínimo três anos", afirmou.

Monteiro Neto afirmou que, nesse momento de crise, os Estados precisam abrir mão de algumas reivindicações para que o setor produtivo possa crescer e manter, dessa forma, a arrecadação.

"A reforma é boa para as empresas, é pró-crescimento e vai ajudar na geração de emprego", afirmou.

 

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