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Dinheiro
27/11/2008 - 17h37

Lobão diz que empréstimos da Petrobras são regulares

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) disse nesta quinta-feira que o empréstimo de R$ 2 bilhões feito pela Petrobras junto à Caixa Econômica Federal não é grave, e que a empresa faz operações desse tipo com regularidade.

"Isso não é grave em nenhuma empresa, isso já se fez tantas vezes, está apenas repetindo o que sempre fez. Esses empréstimos têm sido feito com regularidade tanto no Brasil como no exterior, não há novidade", afirmou.

Lobão disse ainda que a estatal divulgará uma nota ainda hoje para esclarecer o assunto. No dia 31 de outubro, o governo mudou as regras para permitir à Petrobras tomar até R$ 8 bilhões de crédito no Brasil. Nesse mesmo dia, a estatal conseguiu um financiamento de R$ 2 bilhões da Caixa Econômica Federal para recompor o caixa da empresa.

Marcello Casal Jr./ABr
No Rio, Dilma Rousseff disse que todo banco sonha em emprestar para a Petrobras
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A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, negou hoje que a Petrobras esteja descapitalizada. Ela também considerou normal a operação de empréstimo junto à CEF, justificando que a estatal tinha um problema imediato de caixa para pagar impostos, o que foi resolvido.

Segundo a própria Petrobras, a contratação foi feita com o de objetivo "reforçar o capital de giro" da companhia.

"Em outubro, a Companhia teve maiores gastos com impostos e taxas, com o recolhimento de mais de R$ 11,4 bilhões no mês. Parte desses pagamento refere-se ao IR (Imposto de Renda) e ao CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), devido ao maior lucro líquido apurado no terceiro trimestre de 2008 e participações especiais calculadas com base no valor de pico do preço do petróleo", explicou a empresa em comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A operação foi feita no mercado bancário nacional, segundo a estatal, "em virtude das condições atuais do mercado financeiro internacional e a solidez do sistema financeiro nacional". "Além disso, a evolução do câmbio propicia melhores condições para captações no mercado interno, diminuindo a exposição da empresa a dívidas em dólar", explicou.

 

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