Bovespa fecha em queda de 0,70% com giro extremamente baixo de negócios
da Folha Online
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) teve um dia praticamente "perdido" na jornada desta quinta-feira, registrando um volume de negócios extremamente baixo, não alcançando nem a metade do seu giro regular neste mês, já caracterizado pelo fraco giro financeiro. A ausência das Bolsas americanas, paralisadas devido ao feriado local ("Thanksgiving") deixou boa parte dos investidores de fora, num mercado em que "o estrangeiro" responde por mais de um terço das operações. Nesse quadro, os poucos que negociaram optaram por ficar de fora da Bolsa e venderam ações, após três dias de fortes ganhos. Em um dia morno, o câmbio teve uma leve alta e cravou R$ 2,28.
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O principal índice de ações da Bolsa, o Ibovespa, retrocedeu 0,70% e alcançou os 36.212 pontos. O giro financeiro foi de R$ 1,73 bilhão.
O dólar comercial foi comercializado a R$ 2,281 para venda, o que representa um incremento de 0,26% sobre a cotação de ontem.
O mercado viu com reservas a notícia de que a Petrobras pediu um empréstimo de R$ 2 bilhões à Caixa Econômica Federal, em meio ao agravamento da crise internacional. Em comunicado ao mercado, a estatal considerou o empréstimo normal e afirmou que, "em virtude das condições atuais do mercado financeiro internacional e a solidez do sistema financeiro nacional, as companhias brasileiras, incluindo a Petrobras, vem utilizando com maior freqüência o mercado doméstico".
Duas das principais autoridades do país vieram à público defender a empresa. "Isso não é grave em nenhuma empresa, isso já se fez tantas vezes, está apenas repetindo o que sempre fez. Esses empréstimos têm sido feito com regularidade tanto no Brasil como no exterior, não há novidade", afirmou hoje o ministro Edison Lobão (Energia).
"A Petrobras é a maior empresa nacional, e não só de petróleo. Ela não está descapitalizada", disse a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Ela acrescentou que "todo banco sonha em emprestar para a Petrobras".
Principal papel da Bolsa, a ação preferencial da petrolífera caiu 2,77%, enquanto a ação ordinária recuou 2,47%.
As companhias Sadia e Aracruz admitiram nesta quinta-feira que foram alvo de ações coletivas ('class action') na Justiça americana por acionistas detentores de ADRs (American Depositary Receipts, recibo de empresa estrangeira negociado em Nova York). A ação da fabricante de alimentos subiu 1,48% no pregão de hoje, enquanto a ação da Aracruz perdeu 0,97%.
A Sadia também foi obrigada hoje a negar notícias veiculadas na imprensa especializada sobre uma possível oferta da também fabricante de alimentos Nestlé. A empresa negou a informação.
O feriado americano esvaziou a agenda econômica do dia, praticamente restrita a indicadores nacionais. O índice de preços IGP-M, que serve de referência para o reajuste de aluguéis, surpreendeu para baixo e apontou variação de 0,38%, ante expectativas de 0,50%.
E hoje, o presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), disse que a venda da TIM Brasil para a Telefônica ainda é um boato. Ontem, uma notícia veiculada na imprensa italiana, apontando para uma negociação entre a Telecom Italia e a operadora espanhola Telefónica fez as ações da TIM dispararem na Bolsa brasileira. Ainda hoje, as ações da holding ainda estiveram entre as maiores valorizações do dia: a ação preferencial teve ganho de 5,94%.
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Especial


LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
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FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
CONTINUA
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