Dinheiro
28/11/2008 - 20h08

Mesmo com crise, Brasil vai crescer acima da média em 2009, diz Meirelles

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira que o país vai manter a trajetória de crescimento sustentado nos próximos anos. Embora admita expansão menor em 2009 em relação a este ano, Meirelles destacou que a economia crescerá "o dobro da média verificada entre 1999 e 2003", que foi de 1,8%, e pouco acima da média de 1980 e 2003, de 2,1%.

"Mesmo com a crise séria e uma desaceleração importante, a previsão pessimista é de 3% [para 2009]. Isso significa um crescimento ainda sustentável, forte, mantendo possibilidade de o país manter empregos. É continuar crescendo e, o mais importante, retomando em 2010 com taxas maiores", disse Meirelles, em palestra na Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Rio).

Meirelles disse ainda que o crescimento sustentado que o Brasil vem conseguindo obter permitirá que seja deixado para trás o padrão de "arrancadas e freadas que vinha sendo mantido durante muito tempo".

"Tínhamos um crescimento rápido e depois vinha a recessão. O produto decrescia. Quanto de nós já viu isso?", indagou.

Meirelles reafirmou ainda que o crédito se recuperou gradualmente em novembro. Ele, no entanto, reconheceu que o crédito para as empresas voltou a crescer de forma muito tímida. Por isso, justificou o direcionamento de parte dos depósitos compulsórios para que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) possa oferecer recursos adicionais às empresas.

Segundo o presidente do BC, nos oito primeiros dias de novembro, o crédito cresceu 5,7% sobre a média diária de outubro, sendo que o crédito para pessoa física teve alta de 14,2% no período, e para pessoa jurídica, de 1,2%.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Chris Maria (236) 22/11/2009 11h08
Chris Maria (236) 22/11/2009 11h08
É certo que em vários aspectos Obama não tem conseguido furar o bloqueio e seguir em frente com seus nobres ideais. Isto, devido as fortes pressões que vem sofrendo de certas "fontes de poder" que movidas pela ganância, só enxergam o próprio umbigo. No entanto, no que se refere aos aspectos econômicos, cabe lembrar que não foi ele o responsável pela derrocada econômico-financeira. Aliás, para quem assumiu os EUA num colapso financeiro total, o seu governo está indo além das expectativas. Sabe-se bem que o governo americano se viu obrigado a intervir com altas cifras no mercado, socorrendo empresas e criando projetos públicos na tentativa de manter parte dos postos de trabalho, sem o que o cenário estaria ainda bem pior. Isso acarretou aumento do déficit público. Com a zona do euro com uma taxa de desemprego devendo chegar a 10,9% até o final de 2010. O Japão com uma estimativa de 5,7% no quarto trimestre deste ano, passando a declinar apenas a partir daí, mas, em ritmo lento, e assim por diante... Aos norte-americanos, só lhes resta ter paciência. Eles queriam o quê? Por terem consumido mais do que deviam e podiam, arrastaram a economia mundial pro buraco com seus títulos podres. Quanto ao fato dos "críticos comentarem" que "Obama não conseguiu obter concessões significativas em comércio e moedas de parceiros como a China". Neste último caso, por exemplo, também é bom lembrar que quando Bush deixou o governo, a China já era a maior detentora de títulos da dívida norte-americana e aos EUA lhes resta "dançar conforme a música". 14 opiniões
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Eduardo Giorgini (419) 21/11/2009 21h43
Eduardo Giorgini (419) 21/11/2009 21h43
"Obama pede paciência aos americanos na questão econômica"
Eleitorado Norte-Americano é exigente. Quase 1 ano de Obama e a popularidade esta caindo e nem precisou se envolver em escandalos de corrupção.
Parabéns aos Norte-Americanos.
[]s
Eduardo.
7 opiniões
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