Dinheiro
01/12/2008 - 08h57

Brasil deve crescer abaixo de 3% em 2009, diz mercado

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Os economistas ouvidos pelo Banco Central na pesquisa semanal Focus reduziram a previsão de crescimento da economia brasileira em 2009 de 3% para 2,8%.

No levantamento realizado no final da semana passada, foi mantida a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas) para 2008 em 5,24%.

As previsões de inflação para o próximo ano subiram. A expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2009, que serve como meta para o BC, passou de 5,20% para 5,25%. A meta de inflação é de 4,5%, podendo chegar a 6,5% no intervalo de tolerância (teto da meta).

Para 2008, a taxa prevista caiu de 6,39% para 6,35%. A estimativa para a inflação para os próximos 12 meses passou de 5,40% para 5,44%.

Em relação a outros índices de inflação, a expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) em 2008 caiu de 10,90% para 10,80%; o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) recuou de 10,92% para 10,55%. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) passou de 6,55% para 6,58%.

Para 2009, a previsão para o IGP-DI passou de 5,75% para 5,80%. A do IGP-M subiu de 5,95% para 6%. A do IPC-Fipe ficou em 4,72%.

Juros e câmbio

Segundo a pesquisa, a previsão para o dólar no fim do ano subiu de R$ 2,10 para R$ 2,20. Para o final de 2009, passou de R$ 2,10 para R$ 2,15.

Foi mantida a previsão de que a taxa básica de juros terminará 2008 no patamar atual, de 13,75% ao ano. Para o final de 2009, a média das previsões passou de 13,31% ao ano para 13,50% ao ano.

Outros indicadores

A estimativa para o saldo da balança comercial em 2008 ficou em US$ 23,60 bilhões. Para 2009, passou de US$ 13,71 bilhões para US$ 13,66 bilhões.

A expectativa para o déficit em conta corrente neste ano ficou em US$ 30 bilhões. Para 2009, passou de US$ 30,03 bilhões para US$ 30 bilhões.

Foi mantida a expectativa de investimentos estrangeiros diretos de US$ 35 bilhões em 2008 e US$ 25 bilhões em 2009.

A previsão para a relação dívida/PIB caiu de 39% para 38,45% (2008) e foi mantida em 38% para 2009.

 

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