Dinheiro
01/12/2008 - 10h47

Presidente da Renault-Nissan pede ajuda às montadoras para evitar demissões

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da Efe, em Tóquio

O presidente da Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, disse hoje que a indústria global do motor enfrentará "perdas maciças de emprego" durante vários anos se não for oferecido o estímulo financeiro necessário, segundo a agência local "Kyodo".

Ghosn participou hoje de um simpósio, em Tóquio, no qual disse que os efeitos de uma falta de financiamento aos fabricantes de veículos poderiam não ser sentidos de forma imediata, mas "em alguns poucos anos".

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O executivo acrescentou que a perda de empregos "não ocorrerá em apenas um país, mas em vários, que serão contagiados em uma reação em cadeia."

"Acho que é importante financiar uma indústria que proporciona tanto emprego", disse Ghosn.

As declarações ocorrem em um momento no qual a indústria automotiva japonesa começa a ser profundamente afetada pela crise econômica global, que causou a queda de suas vendas e o anúncio da demissão de trabalhadores temporários.

As vendas de veículos novos no Japão caíram 27,3% em novembro com relação ao mesmo mês do ano anterior, até o nível mínimo em 39 anos, anunciou hoje mesmo a Associação de Distribuidores de Veículos do Japão.

Durante as últimas semanas, alguns dos principais fabricantes de veículos japoneses, como Nissan, Mazda, Suzuki e Isuzu, começaram a anunciar que demitirão trabalhadores temporários ou em regime de meio período, devido aos planos de reduzir a produção no Japão.

Por enquanto, limitaram-se a não renovar os contratos que terminaram e a paralisar novas contratações, mas, segundo as previsões de mercado, se o panorama econômico piorar, começará a haver demissão de trabalhadores a médio prazo.

Os comentários de Ghosn se juntam ao pedido de financiamento ao Congresso dos Estados Unidos por parte da General Motors, Chrysler e Ford.

Comentários dos leitores
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Há uma alerta hj vindo da OMC sobre os 30 paises mais ricos empatarem seus PIBs com o valor de sua dívida interna. Há risco de alguns Países virem a quebrar como já aconteceu com a Argentina e mesmo que iso não acontece fica a pergunta se diante disso esses países terão condição de se auto-financiar. Parece que a nova onda de incertezas começa a se formar. Asim como um alerta de tsunami, pode ser que surja jum, pode ser que não.
Fato é que existe no mercado uma euforia fora de propósito. Aqui no Brasil, hoje uma maioria, acha que estamos nadando de braçada.O Brasil não é uma ilha isolada no mundo da prosperidade....cuidado gente....muito cuidado.
A luz no fim do túnel pode significar que a locomotiva está vindo pra cima.
sem opinião
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celso assis (66) 26/11/2009 09h01
celso assis (66) 26/11/2009 09h01
Prezado Luiz Velosa
Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
2 opiniões
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Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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