Dinheiro
01/12/2008 - 16h14

Bolsas européias fecham com perdas entre bancos e indicadores negativos

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da Folha Online

As Bolsas européias tiveram quedas acentuadas nesta segunda-feira. O desempenho fraco das ações do setor bancário e os dados econômicos preocupantes afetaram a disposição dos investidores para os negócios hoje.

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A Bolsa de Londres fechou em baixa de 5,82% no índice FTSE 100, indo para 4.038,45 pontos; a Bolsa de Paris caiu 5,59% no índice CAC 40, indo para 3.080,42 pontos; a Bolsa de Frankfurt caiu 5,88% no índice DAX, operando com 4.394,79 pontos; a Bolsa de Amsterdã teve baixa de 6,75% no índice AEX General, que ficou com 235,50 pontos; a Bolsa de Zurique fechou em baixa de 4,97%, com 5.527,58 pontos no índice Swiss Market; e a Bolsa de Milão teve queda de 5,36% no índice MIBTel, que ficou com 14.692 pontos.

Hoje o instituto de pesquisa Markit divulgou o PMI, índice que mede a atividade de gerentes de compras, referente a outubro; o indicador mostrou uma queda de 41,1 pontos em setembro para 35,6 pontos no mês seguinte.

Hoje também foram divulgados indicadores pouco favoráveis sobre as vendas no varejo na Alemanha: em outubro, as vendas tiveram queda de 1,6%.

Os papéis do setor bancário tiveram desempenho negativo, com destaque para as perdas do BNP Paribas, do Société Générale, Credit Agricole e UBS. Além disso, o banco público regional da Baviera (sul da Alemanha), BayernLB, em grande dificuldade financeira, anunciou nesta segunda-feira que demitirá 5.600 de seus 19.200 funcionários até 2013 --ou seja, cerca de 29% de seu pessoal. A medida pretende economizar para o banco 670 milhões de euros (US$ 846 milhões) de gastos nos próximos cinco anos, segundo um comunicado.

Hoje também, o banco britânico HSBC anunciou que vai demitir 500 trabalhadores no Reino Unido. Segundo o diretor-gerente da instituição, Paul Thurston, a medida se justifica "pela necessidade de reavaliar o negócio e assegurar eficiência operacional". "Nos últimos dois meses avaliamos com reservas nossa situação, concentrando-nos em evitar a duplicação de tarefas, conduzir os custos e dedicar recursos às áreas que oferecem potencial de crescimento."

As Bolsas européias fecharam antes do Nber (Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, na sigla em inglês) anunciar que a recessão na economia americana teve início em dezembro do ano passado. "O comitê determinou que um pico na economia dos EUA ocorreu em dezembro de 2007. O pico marcou o fim do ciclo de expansão começado em novembro de 2001 e o início da recessão", diz o instituto, em um comunicado.

Segundo o comunicado, o período de expansão durou 73 meses. O período anterior de expansão, nos anos 90, durou 120 meses, segundo o documento.

Uma recessão, segundo o Nber, é um significativo declínio na atividade econômica difundido pela economia como um todo e que costuma durar mais que alguns poucos meses. Normalmente os efeitos de uma recessão são visíveis na produção, no mercado de trabalho, nos salários e em outros indicadores econômicos. Ela começa quando a economia atinge um pico do ciclo econômico e termina quando atinge o ponto mais baixo. Entre esse ponto e o pico, a economia registra expansão.
Na semana passada, o Departamento de Comércio informou que a economia dos EUA teve uma contração de 0,5% no terceiro trimestre deste ano, maior que a de 0,3% anunciada no fim de outubro, segundo dados revisados. As perspectivas para a economia americana no quarto trimestre são de uma nova contração.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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