BNDES libera R$ 6 bi de crédito para capital de giro de empresas
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
Atualizado às 17h39.
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou nesta segunda-feira a criação de uma nova linha de capital de giro de empresas brasileiras, de até R$ 6 bilhões. A nova linha visa recuperar a concessão de crédito para as empresas, que segundo o BC (Banco Central), começou a se recuperar, ainda que em patamares tímidos. O prazo da linha vai até 30 de junho de 2009.
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O presidente do banco, Luciano Coutinho, ressaltou que as condições da linha de giro são "substancialmente" mais baixas do que as praticadas no mercado. Os R$ 6 bilhões fazem parte de um total de R$ 10 bilhões recentemente liberados ao banco para ajudar a minimizar os efeitos da crise financeira.
Os outros R$ 4 bilhões foram destinados aos chamados empréstimos-ponte, que são os financiamentos para a fase preparatória de um projeto, e para uma linha especial de pré-embarque para empresas exportadoras. O BNDES não costuma liberar dinheiro para essa fase, e começou a disponibilizar esse empréstimo a partir do leilão de linhas de transmissão, ocorrido na semana passada.
"O BNDES está buscando com essa nova linha suprir a escassez do crédito diante do cenário econômico das últimas semanas", afirmou Coutinho.
A linha vai financiar empresas de todos os setores da indústria, comércio e serviços, com exceção da construção civil. Coutinho justificou que a Caixa Econômica Federal já vem suprindo área.
O valor máximo de crédito na nova linha será de R$ 50 milhões por empresa, limitada a 20% da receita operacional bruta do último exercício fiscal. As operações terão taxa fixa de juro de até 20,05% ao ano, incluído o "spread" financeiro do agente financeiro de até 4% ao ano.
Para as micro, pequenas e médias empresas, as taxas de juro serão de 19,15% ao ano. Coutinho destacou que as taxas praticadas no mercado para empréstimos deste tipo variam de 35% a 40% ao ano.
"O objetivo do teto de R$ 50 milhões é ampliar o máximo possível o leque de empresas e permitir que o crédito chegue mais às pequenas e médias", observou.
Os empréstimos poderão ser amortizados em até 13 meses, com até cinco meses de carência.
Luciano Coutinho disse ainda que as empresas que perderam com operações com derivativos cambiais poderão ter acesso à nova linha, desde que estejam em dia com o sistema bancário. Ele acrescentou que muitas das empresas que registraram perdas estão resolvendo suas dívidas junto ao setor bancário privado.
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