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Dinheiro
01/12/2008 - 17h36

Produção industrial brasileira acentua queda em novembro, diz pesquisa

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colaboração para a Folha Online

A produção do setor industrial brasileiro teve uma queda acentuada e acelerada em novembro, ainda refletindo a crise financeira internacional. Segundo a pesquisa PMI (Índice Gerentes de Compras), desenvolvida pela Markit Economics e divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Real, o desempenho do setor industrial registrou índice de 41,6 pontos em novembro, contra 45,7 pontos verificados em outubro.

"Uma contração recorde na série do volume de entrada de novos negócios junto aos fabricantes brasileiros contribuiu para a queda do PMI em novembro, refletindo vendas mais baixas tanto para os clientes internos quanto para os externos", informa o relatório do levantamento feito com executivos de 450 empresas.

A leitura do PMI abaixo de 50 indica queda na economia industrial, acima de 50, expansão, e equivalente a 50, ausência de mudanças. Quanto maior for a diferença do valor de 50, maior será a taxa de mudança assinalada pelo índice.

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O índice de novos pedidos atingiu 36,4 neste mês contra 42 pontos em outubro. "Os fabricantes brasileiros relataram uma queda recorde para a série do total de entrada de novos negócios durante novembro".

Pelo segundo mês consecutivo, o índice de novos pedidos para exportação registrou queda, atingindo 36,9 pontos em novembro, contra 40,3 no mês anterior e 46,7 em setembro. "Quase 32% das empresas entrevistadas registraram um declínio no volume de novos pedidos vindos de clientes do exterior, em comparação a 4% que registraram um crescimento", diz a pesquisa.

A redução dos pedidos no mercado interno e externo refletiu no índice de contratação na indústria, que ficou em 44,4 em novembro, contra 48,7 no mês anterior. "A necessidade mais baixa de produção foi a razão mais comum dada pelos entrevistados para justificar esta queda".

O índice de preço de bens finais, sazonalmente ajustado, caiu para 52,2 pontos em novembro (abaixo dos 56,1 de outubro). Segundo o relatório, os fabricantes brasileiros explicaram que as pressões competitivas maiores, quase sempre originadas da retração econômica mundial, os impediram de aumentar mais os preços cobrados dos clientes.

Insumos

O índice de preço de insumos atingiu 59,3 pontos em novembro contra 67,5 registrados em outubro. "Mais de um quarto dos entrevistados relatou custos mais altos de insumos, atribuindo este aumento em sua maioria às taxas de câmbio desfavoráveis e aos preços mais altos de algumas matérias-primas", afirma a pesquisa.

Os estoques de insumos aumentaram em novembro em comparação com outubro, ficando com 49,6 pontos, contra 48,8 no mês anterior.

Comentários dos leitores
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Nao eh o Ouro que que estah aumentando, sao as moedas que estao se desvalorizando. O ouro sempre tem valor estavel se comparado aos outros comodities. Por exemplo, a mesma quantidade de ouro compra o mesmo volume de petrole hoje e ou ha 30 anos atras.
Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
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joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
epero que o dem puna o seu governador e não varra a sujeira para baixo do tapete como pt
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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celso assis (76) 01/12/2009 12h32
celso assis (76) 01/12/2009 12h32
Seria talvez interessante saber não só a porecntagem em relação ao PIB, mas tambem qual a porcentagem em relação PIB dos empréstimos que foi para o consumo e qual a que foi para a produção (excuindo-se aqui dados do BNDES).
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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