Equador diz que não tem "inconvenientes comerciais" com o Brasil
da Efe, em Quito
As relações comerciais entre Equador e Brasil não registram "nenhum inconveniente", apesar da ação internacional interposta por Quito contra a construtora brasileira Odebrecht e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), afirmou hoje Karina Amaluisa, diretora de Exportações e Investimentos da Chancelaria equatoriana.
"O comércio [com o Brasil] é fluído. Não há uma medida na qual vamos restringir nem as compras nem as exportações, então o comércio não tem nenhum inconveniente", disse.
Ao ser consultada sobre o estado das relações bilaterais, a diretora falou ainda que o governo do Equador não deve fazer nenhuma restrição de compras ou de vendas ao Brasil.
Ela ressaltou que o Brasil é um dos principais investidores em seu país e destacou que "os investimentos aumentaram nos dois últimos anos" em setores como "infra-estrutura e construção."
Há dez dias, em 21 de novembro o governo brasileiro chamou para consultas a seu embaixador em Quito, Antonio Marques Porto, depois de o Equador entrar com ação na Corte Internacional de Arbitragem da ICC (Câmara de Comércio Internacional, na sigla em inglês) para não pagar uma dívida ao BNDES.
A ação refere-se a um crédito de US$ 286,8 milhões concedido pelo BNDES para financiar a represa hidroelétrica de San Francisco, construída pela Odebrecht.
A obra foi inaugurada em 2007 e deixou de funcionar em junho devido a erros estruturais pelos quais o Equador responsabilizou a empresa brasileira, que o presidente equatoriano, Rafael Correa, ainda resolveu expulsar do país.
Hoje o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse esperar "fatos concretos" do Equador para normalizar as relações bilaterais e ordenar o retorno do embaixador a Quito.
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