BNDES diz desconhecer intenção de calote de outros países da AL
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, disse nesta segunda-feira não ter conhecimento de qualquer disposição de outros países da América do Sul em adotarem o mesmo procedimento do Equador e pedir arbitragem dos contratos feitos com o banco de fomento.
O executivo esclareceu que o banco concedeu, por meio da linha especial de crédito à exportação, US$ 3 bilhões a projetos de empresas brasileiras em outros países desenvolvidos nos últimos 12 anos. Coutinho negou informações de que a dívida de outros países com o banco chegue a US$ 5 bilhões.
Luciano Coutinho explicou que dos US$ 3 bilhões liberados, o saldo devedor é de US$ 2,5 bilhões. Ele negou que haja algum país inadimplente com o banco em relação a essa linha. O vice-presidente do banco, Armando Mariante, disse que o BNDES recebeu com tranqüilidade o pedido de arbitragem do Equador, relativo ao empréstimo de US$ 243 milhões para a construção da hidrelétrica San Francisco.
"O Equador nunca deu calote", salientou Mariante, ao comentar que os pagamentos por parte do Equador nunca foram suspensos.
A dívida do Equador com o banco de fomento brasileiro chega a US$ 460 milhões. É o segundo país com maior volume de empréstimos no BNDES, atrás da Argentina.
Coutinho evitou comentar a disposição do Equador em suspender os pagamentos, e ressaltou que a questão deve ser resolvida entre os governos dos dois países. O executivo acrescentou que o BNDES está resguardado em relação ao pagamento dos empréstimos feitos para projetos no exterior.
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