Fiesc pede que indústrias afetadas pelas chuvas não demitam funcionários
ALLAN SANTIN
colaboração para a Folha Online, em Santa Catarina
A Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) montou uma corrente de solidariedade que vai buscar alternativas para minimizar o prejuízo de quase R$ 500 milhões da indústria afetada pela chuva no Estado.
Os sindicatos patronais filiados, como declarou à Folha Online o presidente da Fiesc, Alcântaro Corrêa, estão pedindo para que empresários da região ajudem a evitar a evasão de profissionais capacitados para outras regiões não demitindo nenhum trabalhador, e criaram um compromisso de garantia de emprego.
A entidade montou ainda duas contas bancárias para doações. Em uma delas, o banco privado que opera a conta depositou R$ 100 mil reais como doação.
A Fiesc promete a aquisição de terrenos para a construção de vilas e em ajudar os pequenos empresários afetados pela chuva. Segundo Corrêa, já foram comprados computadores e máquinas de costura para autônomos e pequenas empresas para que não perdessem mais tempo parados.
Apesar dos problemas e dos prejuízos causados pela chuva, a Fiesc informou que poucas indústrias foram afetadas diretamente.
O caos na região fez com que as indústrias do Vale do Itajaí não abrissem na semana passada por falta de mão-de-obra, já que as pessoas não conseguiam ir até seus empregos devido às barreiras e alagamentos. Somente o fechamento por uma semana destas empresas representam um prejuízo de R$ 385 milhões a economia do Estado.
Além do Vale do Itajaí, as indústrias no sul do Estado também já sofrem indiretamente com os impactos das chuvas. As indústrias cerâmicas da região pararam pela falta de fornecimento de gás natural por causa do rompimento de um dos dutos de distribuição na cidade de Gaspar. Estuda-se a possibilidade de férias coletivas no setor.
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A maior dificuldade está em reconstruir a estrutura como, energia para hospitais, agroindústrias e saúde sanitária nas cidades afetadas.
Além dos subsídios e contribuições, a prevenção releva a atenção em abastecer almoxarifados com materiais, geradores, vacinas e recursos nessas regiões.
O prejuízo nas indústrias, estradas e porto de Itajaí, produção agrícola, reflete na economia do turismo em Florianópolis, Balneário Camboriú e Porto Belo, região onde se concentram a praias visitadas no verão.
A BR 101 está quase toda duplicada, verão a economia do litoral aquece como o clima.
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Eu passei 15 dias de férias em Florianópolis, Sc, e região, no final de ano.
O que pude observar é que este ano, houve um número bem menor de turistas, em relação aos outros anos.
Em minha opinião, faltou por parte da administração pública de Sc, uma maior divulgação na mídia do Brasil inteiro, informando a todos que o Estado encontrava-se apto a receber turistas, como nos outros anos.
É uma pena, já que grande parte da arrecadação do Estado, imagino eu, depende do Turismo, e essa parcela poderia ser importante para a reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas.
Espero que em 2009, haja uma maior preocupação da parte pública com o Estado, e isso vale para o Brasil inteiro, para que oportunidades como esta não passem desapercebidas.
Abraço a todos!
Diego
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