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Dinheiro
01/12/2008 - 20h12

Bolsa de NY cai 7,7% com anúncio oficial de recessão dos EUA

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da Folha Online

A Bolsa de Nova York interrompeu uma seqüência de cinco sessões em alta e despencou nesta segunda-feira, ao final de um pregão marcado pelo anúncio oficial de recessão nos Estados Unidos.

O Dow Jones Industrial Average (DJIA), principal índice da Bolsa de NY, recuou 7,7%, para 8.149,09 pontos, e o Nasdaq cedeu ainda mais: 8,95%, para 1.398,07 pontos. O índice ampliado Standard & Poor's 500 caiu 8,93%, a 816,21 pontos.

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"Os dados econômicos parecem mostrar que a economia vai de mal a pior. A preocupação geral é que a recessão seja mais severa" que o esperado, disse Owen Fitzpatrick, do Deutsche Bank.

Segundo informou hoje o Nber (Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, na sigla em inglês), a recessão na economia americana teve início em dezembro do ano passado. O Nber é um dos principais institutos de economia dos EUA e responsável por avaliar quando o país está oficialmente em recessão ou não e quando esta acabou.

"O comitê determinou que um pico na economia dos EUA ocorreu em dezembro de 2007. O pico marcou o fim do ciclo de expansão começado em novembro de 2001 e o início da recessão", informou em comunicado.

Segundo a nota, o período de expansão durou 73 meses. O período anterior de expansão, nos anos 90, durou 120 meses. Alguns analistas ainda dizem que o atual declínio na economia dos EUA vai persistir até meados de 2009 e será o mais severo desde a recessão no início dos anos 80, segundo a agência de notícias Associated Press.

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, reiterou nesta segunda-feira que a atual crise financeira é muito forte para ser resolvida de uma só vez e que sua equipe estuda novos planos de ajuda à economia para complementar os já existentes.

"Trabalhamos ativamente para preparar programas adicionais para reforçar nosso sistema financeiro com o objetivo de que o crédito irrigue a economia novamente", disse ele, em discurso em Washington.

Em outubro, Paulson obteve do Congresso autorização para usar US$ 700 bilhões no resgate do sistema financeiro. Dessa quantia, o Tesouro já aplicou US$ 330 bilhões na recapitalização de bancos do país, na ajuda à seguradora em crise AIG e no incentivo ao crédito ao consumo.

Já o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, afirmou hoje que, embora as taxas de juros estejam em um nível baixo, de 1%, ainda é "factível" aplicar novos cortes.

A autoridade monetária voltará a se reunir em 15 e 16 de dezembro para sua última consideração regular de política monetária antes da posse do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

"Novas reduções das taxas são certamente factíveis", disse Bernanke em discurso preparado para uma convenção empresarial em Austin, no Texas.

Desde setembro de 2007, quando a taxa básica de juros nos EUA estava em 5,5%, o Fed afrouxou sua política monetária em quase todas as reuniões do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), até levá-la ao nível mais baixo desde junho de 2004.

Os índices divulgados nesta segunda-feira ainda não foram nada animadores. O ISM (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês) informou que a atividade no setor manufatureiro dos EUA caiu em novembro ao seu menor nível desde maio de 1982; o índice apurado pelo instituto ficou em 36,2 pontos no mês passado, contra 38,9 pontos em outubro.

Já o Departamento do Comércio informou que os gastos no setor de construção tiveram uma queda de 1,2% em outubro. O resultado superou as expectativas dos analistas, que previam uma queda menor, de 0,9%. O dado de outubro também representa uma queda de 4,6% em relação a outubro de 2007. Os gastos em construção no segmento residencial, a queda registrada em outubro foi de 3,5% em relação a um mês antes.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Polycarpo Quaresma (37) 07/12/2009 09h15
Polycarpo Quaresma (37) 07/12/2009 09h15
O que o Brasil tem de herócico é o povo que trabalha incluindo trabalhador braçal, especializado, técnco, cientista, artistas. Nós carregamos esta País nas costas, e sustentamos toda compra de votos, assistencialista, super faturamentos, roubos e tudo mais qye está acontecendo sem opinião
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Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
5 opiniões
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mauro guanandi (54) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (54) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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