Dados econômicos e recessão nos EUA derrubam mercados
da Folha Online
As Bolsas de Valores despencaram nesta segunda-feira em Wall Street e no Brasil, após a confirmação que a economia dos Estados Unidos entrou em recessão em dezembro do ano passado, segundo o Escritório Nacional de Pesquisa Econômica (Nber, em inglês). A notícia foi amparada --e deu força ao pessimismo dos investidores-- pelos dados negativos da atividade manufatureira e de construção norte-americana divulgados hoje.
10 questões para entender o tremor na economia
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
A Bolsa de Nova York interrompeu uma seqüência de cinco sessões em alta e fechou em queda de 7,7% para o índice Dow Jones Industrial Average (DJIA). O Nasdaq cedeu ainda mais: 8,95%, para 1.398,07 pontos, e o índice ampliado Standard & Poor's 500 caiu 8,93%, a 816,21 pontos.
No Brasil, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) cedeu 5,07% no fechamento do Ibovespa, termômetro dos negócios, aos 34.740 pontos. O giro financeiro continuou a mostrar o nível alta de aversão ao risco predominante no mercado, com volume de apenas R$ 2,73 bilhões.
O dólar comercial foi cotado a R$ 2,320 na venda, o que representa um avanço de 0,21% sobre a cotação de sexta-feira. A taxa de risco-país marca 528 pontos, número 3,73% acima da pontuação anterior.
No mercado doméstico, as negociações foram afetadas pela um pessimismo maior sobre a economia brasileira --após o novo rebaixamento da previsão do PIB (Produto Interno Bruto) no boletim Focus, do Banco Central-- e pelo contágio dos efeitos da confirmação oficial sobre a recessão nos EUA.
O Nber, entidade encarregada de fixar uma data para o início e o fim das contrações econômicas, concluiu que os Estados Unidos entraram em recessão em dezembro de 2007. "O comitê determinou que a diminuição na atividade econômica em 2008 cumpre a norma para uma recessão", ressaltou o grupo.
Neste ano, os EUA não tiveram dois trimestres sucessivos de contração econômica, que é o parâmetro usual para dizer que o país está em recessão, mas o NBER afirmou que a piora do emprego e os dados ambíguos sobre a produção justificam a decisão.
Nos primeiros nove meses do ano foram perdidos 1,2 milhão de postos de trabalho nos Estados Unidos e esse número poderia aumentar em mais de 300 mil na sexta-feira, quando serão divulgados os dados de emprego de novembro.
O Nber, composto por economistas independentes de prestígio, descreve uma recessão como um período no qual o crescimento econômico perde força, os negócios deixam de crescer, o emprego cai, o desemprego aumenta e diminuem os preços dos imóveis.
O secretário do Tesouro, Henry Paulson, tentou amenizar a notícia negativa e informou que o governo cogita lançar novas medidas para estabilizar os mercados, injetar liquidez e reduzir os despejos de inquilinos.
"Quando estes programas estiverem prontos para serem aplicados, trataremos deles com o Congresso e a próxima Administração", disse Paulson em discurso em Washington.
Juros
Já o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, afirmou que é "factível" aplicar novos cortes na taxa de juros, apesar de esta ser de 1% atualmente. Com a declaração, Bernanke deu a entender que o BC seguirá esse caminho em sua próxima reunião, dentro de duas semanas. A maioria dos analistas prevê um corte de 0,5% na taxa básica dos Estados Unidos.
Os democratas receberam a avaliação do Nber como outro argumento a favor de um novo plano de estímulo orçamentário. O anúncio "não é uma novidade para as famílias americanas", disse em comunicado Harry Reid, líder dos democratas no Senado, que pediu um pacote fiscal para estimular a criação de emprego e uma redução de impostos para a classe média.
A administração de George W. Bush rejeita a proposta democrata, a qual ficará na mesa do presidente eleito, Barack Obama, em 20 de janeiro, quando assumirá o cargo.
Pesadelo
Em uma entrevista à rede de televisão ABC, que será exibida hoje, Bush disse "lamentar" a crise e afirmou "quando a história deste período for escrita, as pessoas se darão conta de que muitas das decisões tomadas em Wall Street foram adotadas ao longo de uma década". Bush está há oito anos no governo.
Os dados econômicos estão transformando em pesadelo a saída de Bush da Casa Branca. Em novembro, a produção de manufaturas registrou contração pelo quarto mês consecutivo e se situou no menor nível dos últimos 26 anos, segundo dados do ISM (Instituto de Gestão de Fornecimento) divulgados hoje.
Além disso, o gasto em construção caiu 1,2% em outubro, mais que o previsto, informou também hoje o Departamento de Comércio. Diante desses dados, a recessão que agora é oficial não dá sinais de trégua.
Com César Muñoz Acebes, da EFE
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O governo brasileiro joga na sorte.
Se a economia vai mal, a culpa é dos estrangeiros, e se vai bem(acompanha o crescimento mundial), é porque somos potência.
Dançamos conforme a música.
[]s
Eduardo.
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O coronel político é extremamente poderoso, manda e desmanda, exerce forte dominação política, econômica e social em todos os setores da comunidade, e qualquer manifestação de oposição, essa atitude é entendida como afronta ao coronel local e a resposta geralmente vem com extremada truculência acompanhada de uma perseguição implacável, tenta até mesmo armar ciladas para desmoralizar publicamente seus oponentes, sua mão tem longo alcance com grande poder de intervenção atinge todos os degraus da pirâmide social, o topo, o meio e a base com a mesma força repressiva. Essas oligarquias comandadas pelos coronéis são truculentas e antidemocráticas, são contra a modernidade nas relações políticas não acompanharam o quadro evolutivo do mundo globalizado, pois a manutenção do atual quadro é fundamental para manterem-se no poder. O que é mais grave, é que essas oligarquias e seus coronéis são os responsáveis diretos pelo baixo nível intelectual e do alto índice de analfabetismo da população, também são responsáveis pela baixa qualidade de vida e péssimas condições sanitárias em que vivem, soma se a isso a ausência de renovação das lideranças políticas.
Os coronéis da política tradicional que são dirigentes das oligarquias locais elevam ao poder somente membros das mesmas famílias ou pessoas que, por algum motivo, dependem desses oligarcas e não podem contrariar seus interesses. Quando penetramos pelo interior do Brasil, podemos constatar a existência das tais famílias tradicionais que geralmente pertencem há uma oligarquia local, é neste cenário que encontramos a figura do velho coronel político que é o oposto da democracia. Nessas regiões, embora o sistema democrático garanta a pluralidade no contexto local, esses preceitos não acontecem teoricamente essas oligarquias respeitam as formalidades democráticas, entretanto nos bastidores a coisa é bem diferente, um lençol oculta uma realidade cruel, eleições são realizadas com voto secreto e tudo, aparentando uma aparente normalidade, mas tudo acontece sob a supervisão, vigilância e controle dos coronéis oligarcas; de tal forma que as manifestações oposicionistas atingem apenas aspectos exteriores e não afetam o poder de comando das oligarquias.
É importante assinalar que, o sistema político atual favorece o predomínio dessas oligarquias. A legislação eleitoral é um recepiciente favorável para que essas diferenças prevaleçam, e quando alguém ligado politicamente ou afetivamente ao coronel político comete alguma ilegalidade é difícil investigá-lo e muito mais ainda efetuar a sua punição nos termos da lei, pois eles pressionam as pessoas, intimidam testemunhas, desqualificam depoentes e o pior de tudo é que persegue implacavelmente seus opositores com a mesma truculência da época da ditadura militar, o que faz muitos da oposição encolher e ficar intimidados pela reação violenta, e o mais grave é que a sociedade sabe de tudo e fica omissa, aceita tudo passivamente.
Neste processo são feitas concessões aparentes naturais do jogo político, aproveita-se a pobreza e a ignorância do povo que é indispensável para preservar o comando político, e os coronéis querem perpetuar no poder, por isso a transferência do mesmo é feita aos seus descendentes diretos, como na monarquia absolutista imperial. Apesar dos métodos sofisticados de domínio, existe o fato inegável de que em grande número dos Estados, podemos assim dizer, que os dirigentes locais dos partidos são os coronéis, e o que resta ao povo é a pratica das formalidades da lei e aceitar o jogo pesado do poder. Além do que, a presença das oligarquias comandada por um coronel político com poderes quase absolutos e que, freqüentemente abusam desses poderes para favorecer a si próprio, seus familiares e seus comparsas parasitas do poder. A única interferência do povo no governo é quando votam, mas quase sempre a opção de escolha é entre membros dos oligarcas locais em disputa pelo comando do governo, raramente surge alternativa que emana do meio das forças populares, e quando surge a estrutura é insuficiente para romper a hegemonia das oligarquias.
Mas temos que entender como funciona a cabeça do coronel político do interior do Brasil, ele é uma figura presente na política tradicional e cientificamente é considerado um psicopata social extremamente rancoroso e vingativo, do tipo ex-Deputado Federal do Acre Hildebrando Pascoal, que mandava serrar vivo ao meio seus desafetos políticos e pessoais com moto-serra, o coronel político não admite ser contestado ou contrariado, acha que é dono da vida e do destino das pessoas da comunidade, quem se opõem a ele é considerado seu inimigo de morte e não apenas seu adversário político. E o pior é que seus comandados são arrogantes, prepotentes e autoritários, adotam o mesmo estilo, circulam pela cidade de carrões e óculos escuros, se sentem acima do poder e das leis, contam sempre com a certeza da impunidade e da força da influencia política para cometer seus desatinos... Nascem os novos coroneizinhos.
Antigamente os métodos de perseguição eram outros, hoje são mais sofisticados, quase ninguém percebe. Se o opositor é dono de jornal ou algum programa de radio, os anunciantes são pressionados a retirar anúncios e os colaboradores são assediados com proposta financeira, se o opositor é comerciante ou profissional liberal seus caminhos são dificultados ao extremo. Aos inimigos os rigores da lei, e aos amigos a brecha e as benesses da lei, é assim que pensa o coronel político, sua cabeça não comporta o debate democrático, não conhece a ética, joga sempre rasteiro e tem sempre ao seu lado indivíduos prontos pra agir, fazer qualquer coisa pra agradar o patrão e quando surge alguma "atividade" não hesitam um instante em executá-la, ou seja, se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, não resta alternativa é ficar e enfrentar a fera.
É essa a leitura que temos. E estou plenamente convencido de que o absolutismo das oligarquias regionais pelo interior brasileiro emperra e muito o progresso de nossa nação, principalmente a alta estima e a elevação intelectual de nosso povo. E esta relação ainda predominante é o que existe de mais reacionário e atrasado nas relações políticas e sociais do mundo moderno. O ponto negativo e grave nisso tudo é que constatamos que um governo nas mãos de um só, sem alternância no poder é o começo da tirania.
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