Bolsas da Ásia abrem em forte queda com recessão nos EUA
da Folha Online
Todas as Bolsas da Ásia abriram em queda nesta terça-feira, após a confirmação que a economia dos Estados Unidos entrou em recessão em dezembro do ano passado, segundo o Escritório Nacional de Pesquisa Econômica (Nber, em inglês). A notícia derrubou os mercados nos EUA, Brasil e na Europa.
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Na Bolsa de Tóquio (Japão), a principal da região Ásia-Pacífico, a queda era de 4,57% no começo da manhã. Hong Kong operava com perdas de 5,23%. A Austrália caía 2,47%, enquanto na Coréia do Sul a derrubada era de 2,38%. O mercado da China afundava 1,26%.
A Bolsa de Nova York interrompeu uma seqüência de cinco sessões em alta e fechou em queda de 7,7% para o índice Dow Jones Industrial Average (DJIA). O Nasdaq cedeu ainda mais: 8,95%, para 1.398,07 pontos, e o índice ampliado Standard & Poor's 500 caiu 8,93%, a 816,21 pontos.
No Brasil, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) cedeu 5,07% no fechamento do Ibovespa, termômetro dos negócios, aos 34.740 pontos.
O Nber, entidade encarregada de fixar uma data para o início e o fim das contrações econômicas, concluiu que os Estados Unidos entraram em recessão em dezembro de 2007. "O comitê determinou que a diminuição na atividade econômica em 2008 cumpre a norma para uma recessão", ressaltou o grupo.
Neste ano, os EUA não tiveram dois trimestres sucessivos de contração econômica, que é o parâmetro usual para dizer que o país está em recessão, mas o Nber afirmou que a piora do emprego e os dados ambíguos sobre a produção justificam a decisão.
Nos primeiros nove meses do ano foram perdidos 1,2 milhão de postos de trabalho nos Estados Unidos e esse número poderia aumentar em mais de 300 mil na sexta-feira, quando serão divulgados os dados de emprego de novembro.
O Nber, composto por economistas independentes de prestígio, descreve uma recessão como um período no qual o crescimento econômico perde força, os negócios deixam de crescer, o emprego cai, o desemprego aumenta e diminuem os preços dos imóveis.
O secretário do Tesouro, Henry Paulson, tentou amenizar a notícia negativa e informou que o governo cogita lançar novas medidas para estabilizar os mercados, injetar liquidez e reduzir os despejos de inquilinos.
"Quando estes programas estiverem prontos para serem aplicados, trataremos deles com o Congresso e a próxima Administração", disse Paulson em discurso em Washington.
Em uma entrevista à rede de televisão ABC, que será exibida hoje, Bush disse "lamentar" a crise e afirmou "quando a história deste período for escrita, as pessoas se darão conta de que muitas das decisões tomadas em Wall Street foram adotadas ao longo de uma década". Bush está há oito anos no governo.
Com Thomsom Reuters e Efe
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