Confirmação de recessão nos EUA derruba Bolsas na Ásia
da Folha Online
Atualizado às 07h19.
A Bolsas da Ásia fecharam em queda nesta terça-feira, após a confirmação de recessão nos Estados Unidos. Nesta segunda-feira, o Escritório Nacional de Pesquisa Econômica (Nber, em inglês) declarou que o país desacelera desde o ano passado.
10 questões para entender o tremor na economia
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
A notícia voltou a preocupar os investidores na região Ásia-Pacífico. Bolsa de Tóquio (Japão) caiu 6,35%. Hong Kong registrou perdas de 4,98%. A Austrália retraiu 4,02%. A Coréia do Sul afundou 3,35%. O mercado da China recuou 0,26%.
"Uma notícia sobre uma economia enfraquecida derruba os mercados", afirmou Yutaka Miura, estrategista da Shinko Securities no Japão. "Os investidores vêm se tornando cada vez mais pessimistas sobre o estado da economia global."
A notícia derrubou os mercados nos EUA, Brasil e na Europa ontem.
O Nber, entidade encarregada de fixar uma data para o início e o fim das contrações econômicas, concluiu que os Estados Unidos entraram em recessão em dezembro de 2007. "O comitê determinou que a diminuição na atividade econômica em 2008 cumpre a norma para uma recessão", ressaltou o grupo.
Neste ano, os EUA não tiveram dois trimestres sucessivos de contração econômica, que é o parâmetro usual para dizer que o país está em recessão, mas o Nber afirmou que a piora do emprego e os dados ambíguos sobre a produção justificam a decisão.
Nos primeiros nove meses do ano foram perdidos 1,2 milhão de postos de trabalho nos Estados Unidos e esse número poderia aumentar em mais de 300 mil na sexta-feira, quando serão divulgados os dados de emprego de novembro.
O Nber, composto por economistas independentes de prestígio, descreve uma recessão como um período no qual o crescimento econômico perde força, os negócios deixam de crescer, o emprego cai, o desemprego aumenta e diminuem os preços dos imóveis.
O secretário do Tesouro, Henry Paulson, tentou amenizar a notícia negativa e informou que o governo cogita lançar novas medidas para estabilizar os mercados, injetar liquidez e reduzir os despejos de inquilinos.
"Quando estes programas estiverem prontos para serem aplicados, trataremos deles com o Congresso e a próxima Administração", disse Paulson em discurso em Washington.
Em uma entrevista à rede de televisão ABC, que será exibida hoje, Bush disse "lamentar" a crise e afirmou "quando a história deste período for escrita, as pessoas se darão conta de que muitas das decisões tomadas em Wall Street foram adotadas ao longo de uma década". Bush está há oito anos no governo.
Com Thomsom Reuters e Efe
Leia mais
- Dados econômicos e recessão nos EUA derrubam mercados
- Petróleo cai quase 10% após decisão da Opep em manter produção
- Tesouro dos EUA estuda novos planos de ajuda à economia
- BC dos EUA diz que ainda é possível reduzir juros no país
- Recessão nos EUA começou em dezembro de 2007, diz centro de pesquisa
- Com queda nas vendas de veículos de luxo, Aston Martin demite 600 funcionários
- Crise leva Ford a considerar venda de divisão da Volvo
- HSBC vai demitir 500 funcionários no Reino Unido
- Manufaturas nos EUA têm em novembro o pior desempenho desde 1982
Livraria
- Veja como enriquecer na BOLSA com conselhos de banqueiros suíços; compre e ganhe desconto
- Folha Explica a ESPECULAÇÃO FINANCEIRA, o dólar e o euro, veja capítulos
Especial


O povo brasileiro não sabe o poder que tem. Leio muitos comentários aqui passando a ideia de que nós estamos sofrendo com a crise, que é muito mais do que o presidente Lula falou, que estamos numa pior..enfim. Claro que estamos sendo afetados pela crise, quem não está? Mas essa crise é muito mais psicológica do qualquer outra coisa para nós. Podemos sair dele numa boa e estamos nos virando bem, quer queiram ou não! O povo brasileiro (de verdade) mudou após a era Lula. Esses sim são sinais claros de que devemos acreditar no Brasil. Não um bando de pessimistas que gostam de menosprezar o Brasil.
O que falta realmente é um povo unido para juntos combatermos a desigualdade social, melhoramos a educação e criarmos o alicerce para que este país seja um lugar melhor para se viver. Parem de criticar e apresentem soluções!!!!
avalie fechar
-Roupas e calçados: O sujeito ganha mil e quinhentos reais, mas ele tem um tênis que custa seiscentos reais.
-Celular: A pessoa economiza até em sua alimentação, mas tem um smartfone.
-Carro: O sujeito se endivida por oito anos para comprar um carro (em 2007 o aumento de financiamentos de veículos aumentou 43,5% e desde então tem crescido a cada ano) e muitas vezes não tem dinheiro para mantê-lo ou para pagar pelo financiamento, o que causa o aumento do número de recuperações de veículos por financeiras (observado desde o ano passado).
Em suma, o jornalista fez uma afirmação ignorando que a compra de carros é impulsionada pela capacidade de endividamento, ignorando as centenas de milhares de demissões (comprovadas pela redução de captação de impostos), o aumento da inadimplência (cheque especial e financiamento de veículos são os lideres). A disseminação desse tipo de convicção cega e impede que a população exija retidão e resultados do governo federal. É lamentável que um jornalista use as atribuições de sua função para disseminar sua opinião ignorando os fatos.
avalie fechar
Um belo exemplo de, liberdade enquanto conseguiu esconder e punição quando foi descoberto.
Acho que precisamos, aqui no Brasil, exercitar mais os atos de punição.
avalie fechar