Dinheiro
02/12/2008 - 04h53

Confirmação de recessão nos EUA derruba Bolsas na Ásia

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da Folha Online

Atualizado às 07h19.

A Bolsas da Ásia fecharam em queda nesta terça-feira, após a confirmação de recessão nos Estados Unidos. Nesta segunda-feira, o Escritório Nacional de Pesquisa Econômica (Nber, em inglês) declarou que o país desacelera desde o ano passado.

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A notícia voltou a preocupar os investidores na região Ásia-Pacífico. Bolsa de Tóquio (Japão) caiu 6,35%. Hong Kong registrou perdas de 4,98%. A Austrália retraiu 4,02%. A Coréia do Sul afundou 3,35%. O mercado da China recuou 0,26%.

"Uma notícia sobre uma economia enfraquecida derruba os mercados", afirmou Yutaka Miura, estrategista da Shinko Securities no Japão. "Os investidores vêm se tornando cada vez mais pessimistas sobre o estado da economia global."

A notícia derrubou os mercados nos EUA, Brasil e na Europa ontem.

O Nber, entidade encarregada de fixar uma data para o início e o fim das contrações econômicas, concluiu que os Estados Unidos entraram em recessão em dezembro de 2007. "O comitê determinou que a diminuição na atividade econômica em 2008 cumpre a norma para uma recessão", ressaltou o grupo.

Neste ano, os EUA não tiveram dois trimestres sucessivos de contração econômica, que é o parâmetro usual para dizer que o país está em recessão, mas o Nber afirmou que a piora do emprego e os dados ambíguos sobre a produção justificam a decisão.

Nos primeiros nove meses do ano foram perdidos 1,2 milhão de postos de trabalho nos Estados Unidos e esse número poderia aumentar em mais de 300 mil na sexta-feira, quando serão divulgados os dados de emprego de novembro.

O Nber, composto por economistas independentes de prestígio, descreve uma recessão como um período no qual o crescimento econômico perde força, os negócios deixam de crescer, o emprego cai, o desemprego aumenta e diminuem os preços dos imóveis.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, tentou amenizar a notícia negativa e informou que o governo cogita lançar novas medidas para estabilizar os mercados, injetar liquidez e reduzir os despejos de inquilinos.

"Quando estes programas estiverem prontos para serem aplicados, trataremos deles com o Congresso e a próxima Administração", disse Paulson em discurso em Washington.

Em uma entrevista à rede de televisão ABC, que será exibida hoje, Bush disse "lamentar" a crise e afirmou "quando a história deste período for escrita, as pessoas se darão conta de que muitas das decisões tomadas em Wall Street foram adotadas ao longo de uma década". Bush está há oito anos no governo.

Com Thomsom Reuters e Efe

Comentários dos leitores
joão nascimento (229) 30/11/2009 20h50
joão nascimento (229) 30/11/2009 20h50
lula ja que voce e o rei da cocada preta pois o brasil nos eixo lucrativo da economia com sua equipe de petista,mande uma equipe a altura para a venezuela por sua contas em ordem com um pouco do dinheiro do pre sal junto com o pac o bolsa familia e mais delubio,joão paulo cunha ,tarso genro,ze dirceu e waldomiro diniz,duda mendonça pra arrumar a imagem do hugo perante a população e a america latina,marcos valerio para assumir os bancos tomados na mão grande e a cara dele o palocci como o el ministro,genoino se o sr. quiser ir vai tambem depois das eleições de 2010 sem opinião
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Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 20h01
Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 20h01
Na década de 90 existiam em torno de 13 trilhões de dólares, recursos especulativos que viajavam para lá e para cá, surrupiando as economias emergentes e subdesenvovidas, ninguém fez nada. Como pombas de arribação que baixam sobre uma plantação deixando o rastro de destruição. Ninguém conteve essa fúria, agora explodiu nos EUAs e em Dubai, continua sem receeber as devidas punições seus donos. Quando será então que os povos passarão o fino da espada para ceifar de vez esse agentes criminosos, livres e protegidos. A organização do Estado jamais fará isso. Somente o povo é capaz de passar a limpo tudo isso, para isso precisa se achar capaz e não temer os custos cruentos da decisão. sem opinião
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O Pacificador (226) 30/11/2009 17h29
O Pacificador (226) 30/11/2009 17h29
A única coisa que não está em recessão na Venezuela, é a imensa boca do Chávez...
Que fala, fala, fala e não diz nada.
A intensa perseguição á iniciativa privada, com a estatização de empresas via decreto, estão acabando com a precária economia do país.
O fechamento de dois bancos agora, é só a cerejinha que faltava...
É isso aí Chávez, se tinha alguém querendo embarcar na canoa furada do bolivarianismo falido, com esta quebradeira toda, até a cumpanherada saí correndo...
sem opinião
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