Pior da crise nos EUA já passou e recuperação deve começar em 6 meses, diz especialista
DENYSE GODOY
da Folha de S.Paulo
A recessão na qual a maior potência mundial está mergulhada deve ser mais profunda e mais longa do que as anteriores, porém o fundo do poço já ficou para trás.
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Essa é a avaliação da brasileira Marcelle Chauvet, professora da Universidade da Califórnia em Riverside, nos EUA, e especialista em ciclos econômicos. "O pior momento da crise se deu em outubro", afirma ela. "Em média, as retrações duram de 10 a 12 meses; como já faz um ano que esta começou, creio que a recuperação deve ter início entre junho e julho do ano que vem."
Segundo Chauvet, tão graves quanto a atual recessão foram as que aconteceram no começo da década de 1980 (de julho de 1981 a novembro de 1982, durando 16 meses) e em meados da década de 1970 (igualmente 16 meses, de novembro de 1973 a março de 1975). As que a precederam (2001 e 1990) não foram tão severas: estenderam-se por aproximadamente oito meses.
A estudiosa desenvolveu um modelo matemático que, considerando diversos indicadores de atividade econômica -como nível de emprego e produção industrial-, mede as probabilidades de um determinado país entrar em recessão.
Os dados apontam uma forte baixa nas vendas das indústrias para os lojistas nos últimos meses. Mas um bom sinal, diz Chauvet, é que, devido à queda da inflação, a renda real do trabalhador está crescendo. "O comércio registrou uma elevação de 3% nos negócios nesta "Sexta-Feira Negra" [que caiu no dia 28 de novembro] na comparação com o mesmo período do ano passado, quando ainda não havia uma retração. O resultado dá uma idéia de quanto os americanos pretendem gastar no Natal, então essa também é uma notícia positiva."
Para ela, o governo George W. Bush tomou todas as medidas devidas para tentar resolver o problema. "Agora, está nas mãos do mercado. As taxas de juros estão caindo, empurrando para baixo as dos financiamentos imobiliários. Naturalmente, os consumidores que desejam adquirir uma casa e até agora não o fizeram vêem que as condições melhoraram e começam a comprar. Daí os preços dos imóveis param de cair e se estabilizam. É assim que se dá a recuperação", afirma. "As fases da economia se alternam. Mesmo que o poder público não faça nada, o país acaba se recompondo."
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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