Spread custa R$ 33 bilhões à indústria por ano, diz Fiesp
da Folha Online
O "spread" bancário brasileiro custa R$ 33,4 bilhões às indústrias de transformação por ano. Se a diferença entre a taxa de juros cobrada pelos bancos e a que eles pagam para captar recursos seguisse os padrões internacionais, esse custo cairia para R$ 7,6 bilhões, uma redução de R$ 25,8 bilhões.
As informações são de levantamento feito por José Ricardo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, divulgadas na coluna de Guilherme Barros na edição desta terça-feira da Folha de S.Paulo (apenas para assinantes).
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Apesar de o "spread" bancário brasileiro já se destacar como um dos maiores do mundo há anos, as taxas cresceram ainda mais em razão da crise. Em outubro, o "spread" cobrado em todas as operações de crédito aumentou para 36,26%, 1,96 ponto percentual acima do registrado em setembro.
No crédito para as empresas, o aumento da taxa foi de 13% em outubro, para 29,6% ao ano. Para a pessoa física, a alta do "spread" foi de 3%, para 39,72%.
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