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Dinheiro
02/12/2008 - 11h32

British Airways diz que negocia fusão com australiana Qantas Airways

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da Folha Online

Atualizado às 12h02

A companhia aérea britânica British Airways informou nesta terça-feira que mantém negociações com a australiana Qantas Airways sobre uma possível fusão.

Em um comunicado divulgado hoje, a British diz que explora a possibilidade de uma fusão com a Qantas através de uma estrutura em que ambas teriam ações listadas em Bolsa.

O anúncio da British chega no momento em que o governo australiano divulga uma proposta para limitar a participação de grupos estrangeiros no setor a 49% e para manter a Singapore Airlines fora da rota da Austrália para os EUA, destaca o serviço de notícias econômicas e financeiras MarketWatch.

As duas empresas já operam em um sistema de parceria que envolve 10 empresas do setor aéreo do mundo todo, incluindo a Japan Airlines. A British informou que não há garantia, no entanto, de que um acordo venha a ser obtido e que se pronunciará novamente quando for o momento certo.

A British continua a negociar uma fusão com a espanhola Iberia.

A companhia aérea americana Delta anunciou no fim de outubro uma fusão com a Northwest; o negócio criou a maior companhia aérea do mundo.

A nova Delta voará a mais de 375 cidades do mundo --mais que qualquer outra companhia aérea-- e terá mais de 75 mil empregados. O presidente-executivo da empresa, Richard Anderson, disse que a nova empresa "será única e inigualável no que se refere à variedade de oferta e à qualidade de serviço".

O processo completo de fusão se estenderá por entre 12 e 24 meses. Enquanto isso, os clientes de ambas as empresas poderão continuar se dirigindo a cada uma delas de forma independente, como fizeram até agora.

O futuro de Qantas é incerto desde o ano passado, quando seus acionistas rejeitaram uma oferta de compra de US$ 4,8 bilhões da Airline Partners Australia (APA).

Em julho deste ano, a empresa anunciou o corte de 1.500 empregos, de um total de 36 mil funcionários, em uma tentativa de resistir aos problemas financeiros causados à época pelos altos preços do petróleo --o barril naquele mês chegou ao recorde de US$ 147,27 em Nova York.

A situação econômica da British também não é boa; a empresa já anunciou que pode vir a reduzir em 1% suas rotas em 2009 para antecipar a esperada queda no número de passageiros devido à crise.

 

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