Ford propõe plano de resgate de US$ 14 bi ao Congresso dos EUA
da Efe
da Folha Online
Atualizado às 14h37
A fabricante americana de veículos Ford Motor apresentou nesta terça-feira ao Congresso dos EUA um plano detalhado para seu resgate financeiro em longo prazo, que inclui um investimento de US$ 14 bilhões em alta tecnologia nos próximos sete anos.
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A empresa, um dos três principais fabricantes de automóveis de EUA (os outros são General Motors e Chrysler), apresentou o plano exigido pelo Congresso antes mesmo deste examinar uma estratégia de resgate de US$ 25 bilhões para a indústria automotiva como um todo.
O executivo-chefe da Ford, Alan Mulally, disse que a empresa vai acelerar o desenvolvimento de veículos híbridos (funcionam com gasolina e eletricidade) e elétricos e que vai reduzir seu salário para US$ 1 por ano se a Ford vier a utilizar dinheiro público. "Para a Ford, os empréstimos do governo serviriam como uma salvaguarda, ou apoio crítico, contra condições deterioradas", disse Mulally.
"Embora tenhamos muito trabalho à nossa frente, a Ford não esperou o desenrolar da crise para começar seus esforços de reestruturação, mas já começou uma reforma fundamental", diz o texto preparado pela Ford para o Congresso.
Mesmo com a expectativa de vendas fracas, a empresa disse que pretende atingir o equilíbrio de suas contas em 2011, tanto em suas operações como um todo quanto na América do Norte.
A expectativa é de que os veículos produzidos em 2015 sejam ao menos 36% mais eficientes em termos de consumo de combustível que os modelos produzidos em 2005.
As três empresas tentam obter junto ao Congresso US$ 25 bilhões em empréstimos a baixo custo para se recuperarem das quedas nas vendas vistas nos últimos meses. No último dia 21, por exemplo, a GM informou que fechará sua instalação de fabricação de caminhonetes no Canadá três meses antes do antecipado, devido à drástica queda nas vendas.
No terceiro trimestre deste ano, a Ford teve um prejuízo de US$ 129 milhões; além disso, a empresa informou que reduzirá 10% das despesas de pessoal de escritório na América do Norte.
No início do mês passado, a empresa apresentou uma queda de 30% (para 132.248 veículos leves) em suas vendas em outubro. Outras montadoras nos EUA tiveram quedas de vendas: a japonesa Toyota registrou um declínio de 23% (foram 152.101 unidades de veículos leves) em relação ao mesmo mês de 2007. As vendas da Chrysler, por sua vez, recuaram 24,5%, da Mercedes, 34,3%, e da Porsche, 50,1%.


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