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Dinheiro
02/12/2008 - 16h52

Dólar fecha a R$ 2,40 com ausência de BC; Bovespa valoriza 2,49%

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da Folha Online

A moeda americana foi vendida por R$ 2,409, alta de 3,83%, nas últimas operações registradas nesta terça-feira, marcada pela recuperação moderada das Bolsas de Valores e pela ausência do Banco Central. Desde ontem, a autoridade monetária não realiza seu habitual leilão de "swap" cambial. Nesses leilões, o BC oferece contratos em que assume o risco da oscilação do câmbio.

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Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,550 (valor de venda), o que representa um incremento de 2,40% sobre a taxa de ontem. Operadores citaram ainda o baixo volume de negócios como uma constante do mercado cambial nos últimos dias, o que pode facilitar variações mais bruscas nos preços.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) avança 2,49% e bate os 35.606 pontos (pelo índice Ibovespa). O giro financeiro é de R$ 5,40 bilhões, inflado pelo leilão para compra das ações dos minoritários da Petroquímica União. Nos EUA, a Bolsa de Nova York dispara 2,93%.

O BC anunciou para amanhã um leilão de dólares para os bancos, com o compromisso de que repassem os recursos para novas operações de exportação. O leilão, de US$ 2 bilhões, está previsto para as 11h30.

Há semanas, alguns operadores comentavam que o BC deveria se abster dos leilões de "swap" cambial e optar por liberar moeda no mercado à vista. Como os leilões de "swap" cambial, na prática, funcionam como operações no mercado futuro, muitos analistas temiam que essas intervenções estimulassem indiretamente uma especulação "exagerada" na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) com os contratos de dólar.

Profissionais de corretoras de câmbio também observaram que os investidores não-residentes já começam a diminuir suas "apostas" na valorização do dólar, a que foi atribuído a oscilação brusca dos preços nas últimas semanas.

"O BC está agindo corretamente mesmo: mostra que está confortável com esse nível de volatilidade dos últimos dias e evita gastar dinheiro com a especulação, poupando recursos para os momentos realmente críticos. Também tem fornecido linhas para ajudar os exportadores, o que é certo", avalia João Gomes, gerente de câmbio da corretora Agente. Ele nota que os bancos devem continuar bastante restritivos quanto à concessão de crédito para comércio exterior. "É normal nos bancos segurar o crédito nesse restante do ano", acrescenta.

Juros futuros

O mercado futuro de juros, que referencia as tesourarias de bancos, ajustou para baixo as taxas projetadas para 2010 e 2011.

No contrato com vencimento em janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 13,56% ao ano para 13,57%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 14,12% para 13,93%; no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista recuou de 14,70% para 14,28%.

Hoje, o o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que a produção industrial do país teve queda de 1,7% em outubro, surpreendo os economistas que previam uma variação de 0,1%. Trata-se do pior declínio num mês desde novembro de 2007. Para analistas, o resultado pior do que o esperado reforçou a corrente do mercado que aposta num possível corte dos juros na reunião do próximo dia 10 do Copom (Comitê de Política Monetária).

Comentários dos leitores
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Tratar a questão do câmbio como um problema conjuntural, como vem fazendo o Governo, é um equívoco. A atual valorização do real frente ao dólar e outras moedas resulta de uma nova realidade estrutural, ainda em fase de consolidação, que tende a tornar essa valorização ainda mais forte nos próximos anos. Por isso, exige resposta também estrutural. Exige um salto de produtividade por parte do parque produtivo nacional, que permita um reequlíbrio da competitividade de nossos produtos frente aos de nossos parceiros comerciais. Assim, medidas como baixa da taxa de juros, tributação da entrada de recursos estrangeiros, quarentena/pedágio sobre os investimentos especulativos, bem como o aumento sem limites das reservas cambiais do País, tudo isso poderá até surtir algum efeito de curtísssimo prazo, mas são medidas insustentáveis no médio e longo prazo e certamente não resolverão o problema. A (única) saída me parece óbvia, embora não tão fácil de implementar, que é atacar com firmeza e com sentido de urgência a questão do Custo Brasil, com investimentos maciços em infraestrutura, logísitca, educação e tecnologia por um lado e, por outro, com a revisão URGENTE dos nossos modelos/arcabouços tributário, trabalhista e previdenciário. Se isto não for atacado com prioridade máxima e com bastante foco, tudo o mais não passará de ações paliativas, no estilo "enxugar gelo". Mas isso, certamente, é TAREFA PARA O PRÓXIMO GOVERNO, pois que o atual bem pouco avançou nessa agenda! sem opinião
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celso assis (88) 11/12/2009 17h59
celso assis (88) 11/12/2009 17h59
A Bovespa está na maior bolha da história, e não é só devido aos gringos, que por sinal diminuiram sua exposição em novembro,mes em que a bolsa subiu mais de 8%. Neste mes quem aumentou sua participação foram os investidores institucionais, Bancos, e Empresas aqui do Brasil (ao todo aumentaram sua participação em cerca de 6,5% ) . Como se ve alguma coisa não bate com as informações divulgadas pela midia.
Sem dúvida alguem está pondo açucar para chamar os otários.
sem opinião
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Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
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