Dinheiro
02/12/2008 - 18h24

Azul quer iniciar venda de passagens na próxima semana e voar no dia 15

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online

A Azul Linhas Aéreas pretende iniciar as vendas de passagens na próxima semana, logo que receber autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A expectativa da empresa é que o primeiro vôo comercial decole no dia 15.

A companhia aérea definiu duas rotas para começar a operar, entre Campinas (SP) e Salvador (BA) e entre Campinas e Porto Alegre (RS). A empresa fez nesta terça-feira o vôo inaugural no país, sobrevoando Campinas e Rio.

Os preços das passagens ainda não foram divulgados, mas o presidente da companhia, Pedro Janot, disse que a tarifa entre Campinas e Salvador ficará em torno de R$ 260. Ele disse que o objetivo é oferecer passagens 70% mais baratas que a tarifa mais cara da concorrência para determinada rota.

"Aumentar a concorrência será bom para o mercado e para a sociedade. O país precisa de competição", afirmou Janot, lembrando que empresas concorrentes como a Gol já estão reduzindo tarifas nas rotas que a Azul vai operar.

As passagens serão vendidas na internet e em pontos comerciais, e poderão ser parceladas em até seis vezes.

A nova companhia começará a operar com duas aeronaves, e iniciará 2009 com outras três em atividade. Em janeiro, estão previstos vôos entre Campinas e Vitória (ES) e Campinas e Curitiba (PR). Os cinco aviões serão o modelo Embraer 190, com configuração de quatro poltronas por fileira, ao contrário das seis habituais usadas em aeronaves de maior porte.

No final de 2009, a previsão é que 16 aviões estejam operando. Ao todo, a companhia já encomendou 36 aeronaves e tem opção de compra de mais 40. A Azul fechará 2008 com cerca de 900 funcionários, e projeta ter entre 5.000 e 6.000 empregados em 2013.

Crise

Sobre o fato de começar a operar em um momento de crise na economia mundial, Pedro Janot avaliou que existe o lado positivo e o negativo.

"As companhias organizadas tendem a se fortalecer. Mas ao mesmo tempo, o fato de haver uma crise poderá retrair o consumo", observou.

Janot prevê, para o mercado como um todo, um primeiro semestre de 2009 mais difícil, que vai espelhar o piso no freio que muitas empresas têm feito a partir do agravamento da crise.

Santos Dumont

Sobre a polêmica de operar novos vôos no aeroporto Santos Dumont, no Rio, o executivo disse que a decisão caberá à Anac, que iniciou consulta pública sobre a questão.

O governo do Rio já se posicionou contra, e defende que o aeroporto tenha apenas vôos da Ponte Aérea Rio-São Paulo e pequenos deslocamentos no Estado, mantendo no Galeão os principais vôos regionais. A Azul quer que o aeroporto, situado na região central do Rio, abrigue linhas regionais.

"O Santos Dumont é complementar à malha do Galeão. Não tem que se ser concorrente. Queremos dar a opção de novos vôos, diretos e com freqüência", completou.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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