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Dinheiro
02/12/2008 - 19h30

Preço do petróleo recua quase 5% em Nova York

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da Folha Online

O preço do petróleo no mercado nova-iorquino recuou quase 5% nesta terça-feira, puxado pelos novos dados que demonstram redução da atividade econômica nos Estados Unidos, Europa e Ásia, além da manutenção da produção por parte dos países-membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

Na Nymex (New York Mercantile Exchange), os contratos para janeiro do petróleo leve tipo WTI, os de referência nos Estados Unidos, fecharam hoje com uma queda de 4,7%, cotados a US$ 46,96 o barril, seu menor preço desde 20 de maio de 2005. No acumulado dos dois últimos dias, a cotação já recuou 13,7%.

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Segundo analistas, a desaceleração da economia nos Estados Unidos, na Europa e na China, somada à decisão da Opep de manter sua produção, foi a principal causa da queda do petróleo e dos combustíveis nesta terça-feira.

"Os mercados temem que a economia enfrente dificuldades muito profundas e o petróleo segue a tendência", explicou Adam Sieminski, do Deutsche Bank.

Os investidores continuaram repercutiram hoje anúncio feito ontem pela Nber (Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, na sigla em inglês), de que os EUA se encontram em recessão desde dezembro do ano passado.

O comitê de pesquisa do Nber determinou que um pico na economia dos EUA ocorreu em dezembro de 2007. "O pico marcou o fim do ciclo de expansão começado em novembro de 2001 e o início da recessão", informou a instituição em um comunicado ontem. Segundo o centro de pesquisa, o período de expansão durou 73 meses, enquanto o período anterior de expansão, nos anos 90, durou 120 meses.

Uma recessão nos Estados Unidos impacta diretamente no preço do petróleo porque o país é o principal consumidor mundial da commodity.

Diante dessa situação, a Opep se reuniu no final de semana para discutir se seria válido reduzir a sua produção, o que poderia ajudar na recuperação dos preços. Porém, o cartel preferiu manter os atuais níveis, embora tenha dado sinais de que pode mudar de opinião até a próxima reunião, que ocorrerá na próxima semana na Argélia.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1439) 25/11/2009 16h33
Luís da Velosa (1439) 25/11/2009 16h33
O que me intriga nessa história toda de energia limpa, não é outra coisa senão algumas nações teimarem em "queimar" combustíveis fósseis, possibilitando o crescente acúmulo de CO2 na atmosfera, elevando o alargamento, provocando o efeito estufa, da camada de ozônio, etc., etc. Se querem "limpar" o mundo, que pesquisem e utilizem, urgentemente, os biocombustíveis, a energia solar e a eólica. É um verdadeiro paradoxo. 2 opiniões
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O Pacificador (230) 20/11/2009 13h32
O Pacificador (230) 20/11/2009 13h32
Preço do petróleo tem forte recuo com alta do dólar...
Agora sim que a Venezuela, do Chávez doidão, vai para o buraco de uma vez.
Eles ao contrário do resto mundo estão entrando em profunda recessão, só agora.
Haviam conseguido se segurar pelas tabelas, graças ao petróleo.
Com a queda no valor do principal e único produto gerador de divisas de lá, e com apagões constantes e falta crônica de produtos de primeira necessidade acontecendo, a Venezuela pode estar entrando em franca bancarrota.
Seria o fim dos bolivarianos...
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Cassio Tavares (694) 17/11/2009 17h45
Cassio Tavares (694) 17/11/2009 17h45
Essa declaração do Aécio só vem confirmar a grande admiiração que tem pelo Presidente Lula. Ele que já havia dito assim ;
EU QUERO SER O CANDIDATO PÓS-LULA E NÃO O ANTI-LULA. E mais uma declaração assim : O PRESIDENTE LULA SERÁ LEMBRADO PELO POVO BRASILEIRO DURANTE 100 ANOS. E já repetiu várias vezes ( quase todos os dais ) que não aceita ser candidato a vice numa chapa com o Governador José Serra. Ou seja, besta ele não é. Iria correr um risco enorme de ficar sem nada e portanto segundo ele, ou será candidato do partido a presidente ou será candidato ao senado. Está novo e tem muito tempo para se candidatar em 2.014 ou em 2.018.
E o governador José Serra ? Ah, esse aí vai empurrando com a barriga a sua decisão sobre o caminho a tomar. Ele está numa tremenda saia justa porque não sabe como dizer ao partido que não será candidato a presidente da república, mas que irá tentar a reeleição ao governo de São Paulo. Outro que não é nada besta. E assim vai seguindo um partido sem discurso, sem rumo, sem projetos e também sem candidatos para as eleições de 2.010. Eta desgraceira. O mais curioso é que, não só o Gov. Aécio Neves em entrevista ao João Dória Jr. como também outros politicos do partido dizerem que não podem deixar de jeito nenhum que, na campanha de 2.010, os governistas façam as comparações entre o atual governo e o do Sr. Fernando Henrique. Mas isso já está decidido e não existe lei no Brasil que proiba essa campanha. E a coisa vai ficando cada vez mais preta.
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... sem opinião
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Italo Martins (3) 03/12/2009 09h00
Italo Martins (3) 03/12/2009 09h00
Cássio,
A inflação de que você fala não é e não será factível, pois mesmo que se esteja aumentando a base monetária, depois da crise está ocorrendo uma desalavancagem dos agentes. Por outros lado, se a China seguir o que os países desenvolvidos estão desesperados para que ela faça (valorizar o Yuan), ai sim creio que teremos um processo inflacionário.
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