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Dinheiro
02/12/2008 - 20h12

Bolsas americanas fecham em alta após baque com recessão

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da Folha Online

As Bolsas americanas fecharam em alta nesta terça-feira, recuperando-se parcialmente da forte queda registrada na véspera, quando da confirmação de recessão dos Estados Unidos. A nova estratégia da General Electric deu ânimo aos investidores e aos negócios.

A Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) subiu 3,31%, aos 8.419,09 pontos no índice Dow Jones Industrial Average. O índice Nasdaq, de elevado componente tecnológico, avançou 3,70%, para 1.449,80 pontos e o Standard & Poor's 500 ganhou 3,99%, a 848,81 pontos.

"As vendas foram tão importantes na segunda-feira, que os investidores ficaram procurando bons negócios", explicou Marc Pado, da Cantor Fitzgerald.

Ontem, a Bolsa de Nova York interrompeu uma seqüência de cinco sessões em alta e caiu 7,7%, abatida pela confirmação que a economia dos Estados Unidos entrou em recessão em dezembro do ano passado, segundo o Escritório Nacional de Pesquisa Econômica (Nber, em inglês). Os dados negativos da atividade manufatureira e de construção norte-americana, divulgados na segunda-feira, também impulsionaram o pessimismo.

Na ausência de estatísticas mais relevantes, os investidores reagiram sobre ações específicas, como a da General Electric, que impulsionou o mercado e puxou a recuperação dos valores financeiros.

O plano de reestruturação, que custará entre US$ 1 bilhão e US$ 1,4 bilhão, foi elogiado. A maior parte deste plano se aplicará à GE Capital, que reúne as atividades financeiras do grupo.

Por outro lado, o conglomerado industrial --considerado um termômetro da economia americana devido à amplitude de suas atividades-- reduziu suas previsões de resultados para todo o ano de 2008.

As grandes montadoras americanas, que preparam seus argumentos para tentar obter ajuda financeira do Congresso dos EUA, também atraíram a atenção dos investidores.

A fabricante americana Ford Motor apresentou hoje um plano para seu resgate financeiro em longo prazo, que inclui um investimento de US$ 14 bilhões em alta tecnologia nos próximos sete anos. A montadora também informou nesta terça-feira queda de 30,6% das vendas no mês de novembro.

Já a General Motors prometeu pagar US$ 12 bilhões de empréstimos garantidos pelo governo em 2012, ao pedir aos congressistas que concedam um crédito ponte para superar a atual crise. A GM advertiu que precisará de mais US$ 6 bilhões de ajuda se persistirem "as severas condições do ramo".

A Chrysler também pediu ao Congresso dos Estados Unidos que aprove em breve um empréstimo para que a companhia possa continuar suas operações e sobreviver a longo prazo. A montadora não informou sobre o montante que solicitará ao Congresso, mas em audiências em 18 e 19 de novembro, o executivo-chefe da Chrysler, Robert Nordelli, calculou que a firma precisará de aproximadamente US$ 7 bilhões para enfrentar a crise atual.

Com agências internacionais.

 

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