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Dinheiro
02/12/2008 - 21h12

GM pede US$ 18 bi a governo dos EUA e propõe reestruturação

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da Folha Online

A General Motors (GM) apresentou nesta terça-feira ao Congresso americano um plano de reestruturação e viabilidade a longo prazo, no qual solicita um empréstimo de US$ 12 bilhões, segundo a companhia necessário para manter sua liquidez.

Além do "empréstimo ponte", a GM também solicita uma linha de crédito de US$ 6 bilhões para ter suficiente liquidez caso piorem as condições atuais. O plano da GM inclui ainda a redução de funcionários, de marcas e de instalações para 2012. A previsão é que até 31,5 mil funcionários sejam demitidos na América do Norte até 2012.

No plano entregue no prazo fixado pelo Congresso, a montadora se compromete a uma maior produção de veículos de menor consumo e mais eficientes, uma redução dos salários e da compensação dos executivos, uma reestruturação de seu capital e uma maior consolidação de suas operações.

Segundo a empresa, o plano, contido em um documento de 37 páginas, fará da GM uma empresa "mais eficiente, mais competitiva, que seja mais rentável e auto-suficiente".

Entre outros elementos, o plano prevê um empréstimo de até US$ 12 bilhões, entregues em três partes, com o objetivo de melhorar a liquidez da GM nos próximos 12 meses. Segundo a imprensa americana, os US$ 12 bilhões são apenas para evitar um calote nos credores em 2009.

"Com a ajuda federal, a GM investirá significativamente na reinvenção do automóvel, com uma ênfase especial em combustíveis eficientes, independência energética e redução dos gases do efeito estufa", explicou a empresa.

A General Motors também analisa o futuro de suas marcas Saab e Saturn, segundo o plano de reestruturação.

Chrysler e Ford

A Chrysler também solicitou ao Congresso hoje um empréstimo de US$ 7 bilhões para fazer frente à crise de liquidez. "Estamos tentando preservar nosso estilo de vida e nossos trabalhos", disse o presidente da Chrysler, Jim Press, em Baltimore, de onde os EUA exportam 150 mil veículos da Chrysler a cada ano.

A Ford Motor, por sua vez, apresentou um plano para seu resgate financeiro em longo prazo, que inclui um investimento de US$ 14 bilhões em alta tecnologia nos próximos sete anos. A montadora também informou nesta terça-feira queda de 30,6% das vendas no mês de novembro.

A presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, disse nesta terça-feira que a quebra das montadoras de automóveis "não é uma opção" e que uma linha de crédito a curto prazo é "um modo apropriado de proceder".

"Eu creio que uma intervenção [em favor da Ford, da GM e da Chrysler] vai encontrar respaldo, seja por parte do governo ou por via legislativa", afirmou Pelosi.

"Acredito que está claro que é uma necessidade, não uma opção. O que este plano permite em um ano, nós podemos conseguir em algumas semanas e, por isso, a forma de proceder é uma linha de crédito de curto prazo", disse.

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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