Cortes de empregos nos EUA atingem maior nível desde 2002
da Folha Online
Os anúncios de cortes de empregos nos EUA em novembro atingiram 181.671 vagas, um aumento de 61% em relação a outubro e de 148% em relação a novembro de 2007 --quando foram anunciados 73.140 cortes--, informou nesta quarta-feira a consultoria Challenger Gray & Christmas.
O número de anúncios do mês passado ficou logo atrás do recorde de 248,475 anunciados em janeiro de 2002, quando a economia americana ainda sentia o impacto dos atentados do 11 de Setembro sobre a economia.
Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Veja os países e instituições financeiras afetados pela crise
O setor financeiro foi o mais atingido, com o corte de 91.356 vagas, segundo pior resultado para as empresas financeiras desde setembro de 2001 --quando os cortes chegaram a 96.333 postos de trabalho. No mês passado, o gigante financeiro Citigroup anunciou o corte de 50 mil empregos, o que foi a maior contribuição para o resultado apresentado hoje.
Nos 12 meses até novembro, o setor financeiro já cortou 220.506 empregos, segundo a consultoria. "Obviamente, o setor financeiro está se debatendo", disse em um comunicado o executivo-chefe da instituição, John Challenger. O número representa 21% de todos os cortes de empregos já efetuados neste ano em todos os setores nos EUA.
O setor varejista, por sua vez, efetuou 11 mil cortes no mês passado. Das 25 empresas que compõem a pesquisa da consultoria, 12 elevaram o número de cortes no mês passado na comparação com outubro; nove setores, no entanto, anunciaram planos de contratações, liderados pelos de energia, bens industrializados e construção.
Nesta sexta-feira (5) devem ser anunciados os números referentes ao mercado de trabalho nos EUA em novembro, apurados pelo Departamento do Trabalho. Em outubro a economia americana registrou a perda de 240 mil empregos, com a taxa de desemprego indo para 6,5%, a maior até o momento nos dois mandatos do presidente americano, George W. Bush.
As estimativas para os dados de novembro são de um corte de 325 mil empregos, com uma taxa de desemprego em 6,8%.
Leia mais
- Pedidos de hipoteca têm alta recorde de 112,1% nos EUA, diz associação
- EUA e China vão discutir papel na economia global em meio à crise
- GM pede US$ 18 bi a governo dos EUA e propõe reestruturação
- Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
- Lei a cobertura completa da crise nos EUA
Leia mais
- Construção deve crescer entre 3,5% e 4,7% em 2009, diz SindusCon-SP
- Telecom Italia pretende investir em expansão no mercado brasileiro
- Vítimas de calamidade pública podem ter seguro-desemprego ampliado
Especial
- Leia o que já foi publicado sobre a economia dos EUA
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
avalie fechar
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
avalie fechar
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
avalie fechar